

Família. Todos nós nos constituímos no seio familiar. Quem somos, nossa personalidade, nossas escolhas, nossas fantasias, tudo isso parte do que vivenciamos em nossa família de origem, o que não significa que se limite a essas nossas vivências familiares iniciais. Podemos fazer parecido ou diferente que nossa família, mas muitas vezes o modelo (o que queremos ser também) ou anti-modelo (o que não queremos repetir da nossa história familiar) se convergem na mesma referência: nossa família.
Lacan dizia: "É da separação que surge o sujeito. É da separação que surge a vida." Para nascer, temos que nos separar da proteção que antes tínhamos no ventre materno. E quanto mais crescemos, mas sentimos necessidade desses momentos de diferenciação de nossa família, enquanto em outros precisamos beber de sua fontes de aconchego e proteção.
Afastamentos e aproximações. Podemos perceber que esse movimento constante pode estar guiando nossas relações familiares: o sair e o retornar ao seio familiar. Ora nos mantemos em estreita relação com nossa família, ora saímos e vemos outras formas de ser no mundo, outras possiblidades, outros modos de agir para além do modo de nossa família. Então, percebemos que o mundo é bem maior que o mundo familiar que vivenciamos. E que podemos escolher novos caminhos.