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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Mudança do Primeiro Ano como Mãe

Quando nosso filho completa um ano, podemos dizer que nós mães também estamos completando um ano, só que um ano de vida como mãe.

É claro que a mãe que somos é influenciada pelos sonhos que já nutrimos em um dia ser mãe, pelas expectativas que criamos quando fortalecemos o relacionamento com um grande amor, quando sonhamos juntos em ter um filho, quando engravidamos e tentamos nos preparar para a grande mudança que está por vir.

Mas a gravidez é um outro tipo de mudança que a maternidade que nasce quando nasce um bebê. Na gravidez de alguma forma a mãe e o bebê estão protegidos, o corpo da mãe se encarrega de cuidar do bebê de forma quase automática, natural, o bebê se encarrega de ter todas as suas satisfações atendidas na água quentinha do líquido amniótico. Que paraíso!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gravidez e Cabelos




Por que muitas mulheres cortam os cabelos quando ficam grávidas?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Algumas frases




Já que estamos no começo da gestação de um novo ano, nada melhor do que bons pensamentos para trazerem energia positiva para todos nós.

Para as gestantes ou futuras gestantes, recomendo o livro: "Origens mágicas, vidas encantadas - Um guia holístico para a gravidez e o nascimento". O livro é ótimo, dá dicas maravilhosas para vivenciar bem esse período tão especial na vida da mulher.

Ao longo do livro, são citadas frases enriquecedoras que hoje fiquei tomando cópia, frases dos autores do livro ou de outras pessoas:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Beleza Suave dos Retoques Finais


Estar na fase final da gestação. Friozinho na barriga ao pensar no parto e na grande mudança que a maternidade trará; inchaço visível nos pés (tem dia que parece uma pata de elefante!); programando o chá-de-bebê; ansiedade ao esperar os resultados de mais uma bateria de exames – esperando que continuem todos nos parâmetros normais; expectativa para que tudo continue correndo dentro da normalidade, que um parto ativo natural seja em breve possível; enxoval quase todo pronto (depois de muitos presentes sobretudo das avós corujíssimas), muita respiração na yoga para relaxar nesse período novo e finalizante da gravidez...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Gravidez e Mudança


Depois de tantas mudanças abruptas que tinham acontecido em minha vida, essa eu não queria que seguisse o mesmo ritmo. Essa foi minha escolha, e a Natureza me ajudou nisso.

E nem pudia imaginar o quanto de mudanças a gravidez traria em minha vida, mudanças significativas que acrescentam um especial e singular amadurecimento.

Mudanças não relacionadas a enjôos nem vômitos, nem mal-estares, apesar do espanto de algumas pessoas ao redor por ausência desses sintomas típicos (será?) de gravidez. Mudanças não relacionadas a uma curiosidade gigantesca de saber o sexo nem ao desejo de fazer um milhão de ultra-sons (você ainda não sabe o sexo, ainda não fez outro ultra-som? – mais espanto!). É engraçado como alguns ficam mais curiosos que nós em relação a nossa gravidez.

Mudanças não relacionadas a uma gravidez com data marcada para a cesária e mais espanto ainda de algumas pessoas (mesmo sendo profissionais de saúde) – "Que coragem, você vai tentar o parto normal?" – como se eu fosse um ET, vindo diretamente de outro planeta, por querer vivenciar algo natural pelo qual várias mulheres já passaram.

Mães pro Futuro

Eu tive a honra de receber o selo da minha querida amiga Carol que escreve o blog - http://www.whatmommyneeds.net/. Ao ler os textos de qualidade da Carol, dentre outros blogs que já havia lido também, me inspirei para escrever sobre um tema que mexesse comigo e sobre o qual outras pessoas pudiam estar sendo afetadas também.



Os textos da Carol tem me ajudado nesse momento especial que é a maternidade, a maior mudança que começou a se instalar em minha vida com grande força neste ano de 2010. Através do site dela, conheci outros blogs de mães e sites muito interessantes relacionadas ao parto humanizado que tem me ajudado a pensar sobre esse tema.

Agora, quero presentear outras mães pro futuro:

domingo, 24 de outubro de 2010

Gravidez e Trabalho


Tenho pensado nos fatores que podem ter influenciado no fato de minha gravidez estar sendo tão tranquila. Além de ter planejado, de ter o fundamental e carinhoso apoio diário de meu marido e parceiro de vida, creio que estar trabalhando bastante também tem me auxiliado nessa gestação.

Peraí! Trabalho e gravidez? Mas isso combina? Nossa sociedade muitas vezes propala que vida profissional fica de um lado e vida familiar/materna/pessoal de outro.

Eu tenho o privilégio de ter uma profissão - de psicóloga - que me acrescenta muito em minha vida pessoal, pois aprendo ao ser testemunha de tantas histórias, ao perceber forças e fragilidades que habitam um ser humano. ("Quem testemunha o faz por sua conta e risco, sem outra garantia senão a própria fala" - Romildo do Rêgo Barros.)

Vejo a dureza que é enfrentar diferentes etapas da vida: ida à faculdade, saída da casa dos pais; casamento; criação dos filhos; dificuldades na relação com o cônjuge e com familiares da família de origem; filhos crescendo e indo embora, estudar; problemas com relações no trabalho; filhos se casando, solidão que vem com a casa vazia de filhos, relação com o cônjuge nessa nova etapa; solidão com a viuvez; tristeza com as vulnerabilidades impostas pela velhice; sofrimento com perdas de pessoas queridas...

Enfim, uma infinidade de histórias de pessoas de diferentes faixas etárias que têm em comum o fato de ter que passar por mudanças e dar uma resposta a elas. Tanta beleza e tristeza em cada enredo de alguém que luta para existir nesse mundo tão repleto de desafios. A descoberta, não sem dor, de que não estamos tão no controle de nossas vidas, que há o imprevisível que pode vir a qualquer hora e mudar o rumo de nossas vidas, nos fazendo enfrentar situações inesperadas, ter que passar por mudanças. Mas a vida não é isso?

Creio que tudo isso tem me trazido uma tremenda bagagem de crescimento pessoal. Isso que sempre sonhei: entender o ser humano. Tanto que percebi a limitação da linha teória que escolhi - a Psicanálise, e tenho buscado a leitura de outras visões de mundo, por meio de filósofos antigos, filosofias orientais, até a linha fenomenológica-existencial que também tem muita base filosófica. Visões que me ajudem na compreensão do ser humano.

Ter tido contato com livros de sabedoria oriental (além de estar casada com um oriental), ter feito sessões de acupuntura e estar fazendo yoga (para gestantes) também me ensinam na busca de estar mais integrada a meu corpo, que como tantos outros corpos de pessoas que vivem por aqui, no Ocidente, são reflexo dessa nossa cultura ocidental que proriza a razão, o pensamento, e menospreza os sentidos como algo inferior, com isso nos alienando de uma parte importante do que somos também: nosso corpo. Corpo que apresenta sintomas que expressam sua subjetividade, como tanto tenho visto no meu trabalho num ambulatório de saúde.

E a gravidez nisso tudo? Para além de uma experiência de pensamento, é sobretudo uma experiência de corpo, de experimentação de novas sensações corporais que vão se manifestando. Uma vivência muito nova, muito particular, que se inscreve numa teia de relações que vão influenciar esse período tão especial na vida de toda mulher. E o ambiente de trabalho se insere nessa rede de relações.

Estar na ativa, trabalhando, me faz sentir agente no mundo, acompanhando as mudanças nas pessoas que atendo, e me proporciona muita satisfação e realização. Acho que desde já mostro a meu filho que tenho outros importantes investimentos em minha vida, que creio ser uma sinal de saúde, para mim e para ele (na psicologia estudamos o quanto uma mãe que faz do seu filho "o seu tudo" pode ser prejudicial, o que já vi muito na prática profissional também...)

É claro que após o nascimento, as coisas não continuarão iguais, será uma outra etapa de minha vida afetiva, familiar e porque não dizer profissional. Mas por enquanto, o trabalho tem me vivificado, ver os colegas de trabalho se preocupando comigo e me perguntado do bebê. Obviamente, às vezes me sinto cansada, com vontade de largar tudo, de não ter que acordar tão cedo, de não ter que chegar tão tarde em casa, de ter mais tempo para me dedicar às coisas que tenho que resolver para preparar o espaço para essa nova vida. Mas sempre conseguimos um tempo, de alguma forma, e ansiamos com todo o amor do mundo que essa nova vida chegue com saúde. E que a vida profissional também siga o seu rumo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pré-história de um novo ser

Fiquei pensando no porquê de não estar falando muito de minha gravidez nesse blog. Nunca tive a intenção de me expor muito, sobretudo expor uma criança que ainda nem chegou ao mundo. Resolvi escrever esse blog com a idéia inicial de pensar sobre idéias que possibilitem uma reflexão sobre a existência humana, mas tenho visto que é inevitável expor um pouco de mim. E esse momento tão sagrado e especial que é a maternidade, a história e pré-história de um ser que virá ao mundo, não pode ficar de fora dessas reflexões.

Quando será que podemos dizer que nasce a história de um filho? Será que teria um ponto de origem?

Uma coisa vejo como certa: esse ponto inicial não seria apenas a fecundação, o momento em que o espermatozóide e o óvulo se encontram. Há toda uma pré-história, e como o nome mesmo já diz, anterior a esse momento, que influenciará esse novo ser que está sendo gestado. E de repente, podemos deixar de lado o termo pré-história e usar o “história”.

Será que a história de um ser nasce no momento em que o casal se encontra e faísca aquela chama inicial que um dia se tornará um amor solidificado? Será que essa história nasce a partir do momento em que os pais ainda são crianças e começam a serem “humanizados” a partir do relacionamento que estabelecem os próprios pais?

Outra hipótese: que essa história do novo ser se encontra dentro de uma história bem maior, das duas famílias dos membros do casal, que tiveram suas vivências, alegres e sofridas, ao longo de muitas e muitas gerações? De uma história mais ampla ainda, da cultura, religião, das tradições, do país (ou países) de origem de familiares dessas famílias?

Nessa época de intenso individualismo propalado pela cultura, não podemos deixar de transmitir para as novas gerações nossa “dívida com o simbólico”, ou seja, não viemos do nada, mas temos toda uma constelação familiar (no caso duas que se uniram no casal parental), e, mais amplo que isso, uma cultura e sociedade que influenciam no modo como sonhamos, desejamos e como educaremos esse novo ser. Assim como os cortes, as rupturas, as mudanças que efetuemos quanto a nossas famílias.

Portanto, a história de uma criança também está ligada a forma como cada pai lida com sua família, como o casal se conheceu e construiu esse amor, como essa nova família foi se construindo, que desafios teve que enfrentar e que dificuldades superar. Como foi o planejamento ou não desse fruto do amor do casal, como reagiram desde a notícia do teste positivo da gravidez.

Também é importante como tem sido a gestação, o que a mãe tem sonhado, imaginado, sentido. Como o companheiro a tem apoiado – fator esse muito importante para o processo da gravidez. Muito se fala da mulher, se associa a gestação com o feminino, e é óbvio que é a mulher que está tendo toda uma transformação em seu corpo e suas emoções, mudanças essas que o homem não sente na pele. Até o nome dos cursos para os novos papais parece restringir essa responsabilidade que deve ser compartilhada desde o início: “Curso para gestante”; porque não “Curso para família grávida, para pais?”.

A felicidade do pai desde o momento que sabe da notícia da gravidez pode fazer com que a gestante desde o início sinta esse apoio que será essencial durante todo o período da gravidez e após o nascimento, e podemos dizer até durante todo o desenvolvimento da criança e de sua vida. Poder oferecer uma referência masculina, paterna à criança é fundamental em seu crescimento e amadurecimento. E é do desejo de dois que um novo ser pode nascer, algumas psicanalista que estudam bebês dizem que, na verdade, é do desejo de três que o bebê pode nascer: desejo do pai, da mãe e do próprio bebê, que já é um sujeito de desejo.

Assusta-me esse pensamento contemporâneo de que a mulher pode realizar uma “produção independente”, como se gerar um novo ser fosse produto de um mero capricho individualista, ao invés de considerar a criação de uma nova vida como capaz de ser nomeada como pertencendo a toda uma pré-história de dois seres que se uniram, se amaram e estão à espera de consolidar uma nova família. Claro que há outras situações em que há uma gestação, mas no geral creio que acontece isso que mencionei anteriormente.