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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Conhecimento científico X Sabedoria Popular

Hoje tive conversas com outras pessoas que me fizeram pensar nessa dicotomia: conhecimento científico e sabedoria popular.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Gravidez e Mudança


Depois de tantas mudanças abruptas que tinham acontecido em minha vida, essa eu não queria que seguisse o mesmo ritmo. Essa foi minha escolha, e a Natureza me ajudou nisso.

E nem pudia imaginar o quanto de mudanças a gravidez traria em minha vida, mudanças significativas que acrescentam um especial e singular amadurecimento.

Mudanças não relacionadas a enjôos nem vômitos, nem mal-estares, apesar do espanto de algumas pessoas ao redor por ausência desses sintomas típicos (será?) de gravidez. Mudanças não relacionadas a uma curiosidade gigantesca de saber o sexo nem ao desejo de fazer um milhão de ultra-sons (você ainda não sabe o sexo, ainda não fez outro ultra-som? – mais espanto!). É engraçado como alguns ficam mais curiosos que nós em relação a nossa gravidez.

Mudanças não relacionadas a uma gravidez com data marcada para a cesária e mais espanto ainda de algumas pessoas (mesmo sendo profissionais de saúde) – "Que coragem, você vai tentar o parto normal?" – como se eu fosse um ET, vindo diretamente de outro planeta, por querer vivenciar algo natural pelo qual várias mulheres já passaram.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nascer e Morrer: proximidade de duas experiências

Quando criança, as primeiras experiências de que me lembro de morte de um ente querido e de vida/ nascimento de um membro da família foram bem próximas uma da outra, no mesmo ano, num mês após o outro.

E hoje em dia tenho pensando no quanto essas duas experiências muitas vezes se aproximam na forma como são tratadas pela cultura.

Tive estágios na faculdade e matérias que faziam refletir sobre essa temática, sobretudo o da morte. Tenho ainda hoje um livro que comprei "Morte e desenvolvimento humano" que fala de como a situação da morte era encarada de forma diferente em épocas diferentes e de como a morte está presente em nossa vida desde que nascemos.

Em pesquisas que participei na faculdade, refletiamos acerca dessa nossa cultura do capitalismo que estimula o sucesso, o ter, o consumismo, enquanto tenta esconder a morte, negá-la, deixando relegada ao vazio do hospital como se essa situação não fizesse parte da existência humana ao longo de toda sua história.

Atualmente, tenho lido muito sobre parto humanizado (idéias que também tinha tido contato na faculdade), em pesssoas questionando essa onda da cultura atual de fazer cesárias sem necessidade e partos com intervenções desnecessárias que prejudicam esse momento tão precioso da vida humana.

Comecei a pensar no quanto o "nascer" e o "morrer" foram vistos de formas diferentes ao longo de diferentes épocas de nossa cultura ocidental. Em outros tempos, as pessoas nasciam em casa. E em casa, davam o seu último suspiro.

E hoje? Hoje, em geral, nascem cercados de procedimentos na frieza e impessoalidade de um hospital, e nesse mesmo local, chegam a falecer. Temos ouvido todo um discurso que acentua a importância do atendimento humanizado em saúde, e dentre outras coisas, esboça-se um retorno à morte e ao nascimento em casa, ou ao menos, sem tanta desumanização como tem acontecido nos hospitais.

Podemos dizer que estamos num processo de questionamento dessa era tecnológica que esconde processos tão importantes - e naturais da existência - como o nascer e o morrer num ambiente inóspito como o hospital.

Mas como mudar isso, se já estamos tão mergulhados nessa cultura? Como ampliar nossa consciência e conseguir agir no mundo para que possamos produzir nascimentos mais ativos e menos invasivo (que vão influenciar positivamente na subjetividade do novo ser), e como propiciar que a morte possa chegar com mais serenidade (e com naturalidade), não esquecendo que ambos - nascer e morrer - são processos naturais da vida?

"Nascimento e morte são meros parentesis na história sem fim da criação." (Deepak Chopra)