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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Mudança Pós-formatura

Hoje fazem 5 anos que nos formamos, data da nossa colação de grau. Como estávamos naquela época? Quase podemos sentir aquele mesmo frio na barriga, aquela mistura inusitada de alegria e tristeza...

A implacável sensação de que nada seria como antes, a expectativa de estar a poucos passos de se atirar num abismo cheio de mistério cujo único vislumbre é de um imenso ponto de interrogação. O caminho ia se construir ao caminhar.

Como seria? Arrumaríamos emprego? Conseguiríamos ser bons profissionais? Daríamos conta do recado? Daríamos conta do grande desafio que é cuidar do outro? Manteríamos contato com os grandes amigos que fizemos ao longo da vida universitária?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Palhaço


Outro dia vi um delicado filme nacional chamado "O Palhaço" dirigido e produzido pelo Selton Mello, que também é o ator principal do filme.

A história do filme é sobre um palhaço que entra em crise com seu trabalho
e busca mudanças. "Eu faço todos rirem, mas quem me fará rir?" A singela história tem um profundidade existencial, afinal, como já disse Rubem Alves, as coisas mais simples são as mais profundas. Lembrei agora de uma linda letra de Oswaldo Montenegro chamado "Metade" em que um trecho diz:

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Preciosidades - o laço que nos une

O laço que fazemos com outras pessoas é uma das coisas mais belas e preciosas da vida. Laço que une, que enriquece, que dá cor a vida, que impõe desafios e propicia singelos momentos de felicidade.

Mesmo após muitas mudanças, como é bom ver que é possível manter laços, voltar a compartilhar descobertas, dores e alegrias. Ontem, como éramos sonhadoras! Não tínhamos idéia do quanto a vida adulta era difícil. Do quanto a prática profissional traria consigo desafios e desgaste emocional.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Como preparar o filho para a vida?

A revista crescer apresentou uma de suas capas mais instingantes: "Como preparar seu filho para a vida" - um desejo que muitos pais devem nutrir em sua mente, talvez até mesmo antes de conceberem seus filhos.

Como preparar nossos filhos para a vida? Como preparar nossos filhos para as mudanças que eles terão que enfrentar ao longo de seu crescimento e desenvolvimento? Como prepará-los para lidar com as frustrações que serão inevitáveis em alguns pontos de seu percurso enquanto pessoa humana?

domingo, 12 de junho de 2011

A Mudança da ESCOLHA de Amar Alguém

"Tornar o amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém..." (Nando Reis)

Dia dos Namorados. Relação amorosa. Homem e mulher. Viver uma história de amor implica em profundas mudanças. Será que estamos dispostos a isso?

Viver sonhando em encontrar um amor é bem mais fácil do que estar aberto a vivenciar todo o processo de achar o amor e permanecer com ele (se essa for a escolha). Contudo,apenas sonhar com o amor não é tão fascinante quanto experenciar o encontro com outra pessoa e escrever uma história amor. Escolher amar alguém é uma grande mudança e porque não dizer, um grande desafio.

Uma história de amor não implica em um "mar de rosas", em uma vida de "conto de fadas". Amar alguém implica em escolhas, crises, implica em se deparar com um estranhamento diante de um modo de ser diferente do seu, diante de outra visão de mundo, com outras diferenças inerentes à diferença entre os sexos, à diferença de criação que cada um recebeu, à diferença de experiências que cada um vivenciou antes de se conhecerem. Amar alguém implica em respeitar a diferença que há no outro, o que pode parecer fácil à primeira vista, mas não é. O diferente nos inquieta, nos desafia, nos impulsiona para o novo, para a mudança. E isso dá medo.

Amar alguém implica em pequenas mortes quanto à nossa maneira de ser, já que amar alguém está inexoravelmente ligado a mudar quem somos pelo simples fato de sair de nós e amar. Aprender a tolerar diferenças, a estar disposto a negociar mudanças, de ambos os lados. Aprender a superar crises, a ter que fazer novas escolhas: escolher novamente ou não aquela pessoa (pessoa que, como você, já não é a mesma, que já passou por muitas mudanças)?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Reencontros



Após tanto tempo ser presenciar a reunião de tantos familiares (pais, irmãos, tios, primos, avó, etc.), eu já imaginava essa possibilidade ali e esperava feliz por esse dia, além de ser uma importante ocasião especialmente para um querida prima que tem quase a minha idade.

E, de fato, todos vieram, inclusive os mais novos membros da família (até um que ainda nem nasceu...).

E como foi bom revê-los ali, juntos. Ver os novos bebês da família, ouvir os cumprimentos pela nova vida que está sendo gestada em mim.

É bebê, essa também será sua família. E você já foi sonhado não só por nós, casal de pais, mas também por eles, nossos familiares.

E a dona da festa já tinha profetizado que chegaria essa festa e este novo membro já estaria na barriga da mãe (e isso há quase um ano atrás).

Mesmo com tantas mudanças que a vida trouxe, essas pessoas continuam significativas em minha vida. Pessoas que me viram crescer e que verão crescer a vida que trago em mim.

Não nascemos do nada, não nos criamos nem nos formamos sozinhos, mas fazemos parte de toda uma história pregressa, história de pessoas que amaram, que gestaram e criaram seus filhos, que trabalharam com muito suor, que conquistaram, que sofreram, que riram, choraram, se alegraram, se entristeceram, que passaram por mudanças. Alguns se foram, outros continuam por aí, tendo outras mudanças e fazendo parte ou presenciando a mudança de outros entes queridos.

Fazemos parte de uma linhagem, todos nós possuímos uma história familiar e, a partir dela, podemos entender um pouco de nós mesmos, de nossas escolhas, entender um pouco das grandes aventuras às quais nos arriscamos no momento do agora.

sábado, 12 de junho de 2010

Escolha o seu desejo


Escolhas, responsabilidade, sujeitos. Com o tempo, percebemos que além de fazer escolhas e estar cientes da nossa responsabilidade pela nossa condição de sujeitos, temos que “bancar” a escolha feita o tempo todo.

Mas o que seria isso? Não basta escolher e ponto final, o filme termina. Temos que estar revendo nossas escolhas com o passar do tempo, e ver se queremos mantê-las, se queremos isso de verdade para nossas vidas, no momento atual que experenciamos, ou se nosso desejo se encontra em outro percurso.

Podemos voltar a escolher o que a vida nos apresentou, ou seja, para onde nos levou as consequências e efeitos de nossos atos, de nossas escolhas iniciais, que é claro estavam inundadas de nossos desejos. Mas não sem antes nos questionar: estamos de fato felizes traçando esse percurso para nossa vida? Se não estamos, qual o motivo? Será a insatisfação que persegue a condição humana, ou será de fato a balança pesando mais para um lado do que para outro?

E como é difícil saber o que queremos, qual é o nosso desejo. O mais fácil é reclamar, é dizer-se insatisfeito, do que dar uma visão panorâmica em nossa vida e pensar: é isso mesmo que quero para mim? Onde estou agora? E para onde quero ir e porquê? Quais os planos alternativos? Onde me encontro feliz também e porquê? O que eu gosto, o que me dá prazer? O que tenho feito por mim? Tenho cuidado de mim?

Nossa escolha não é realizada num vácuo,numa bolha isolada do mundo, mas há todo um manancial de afetos, sentimentos, pensamentos pessoais, além de todo um contexto sócio-histórico-cultural, há oportunidades que surgem e precisamos estar atentos e dispostos a encarar, ou não, nesse momento. Ou fugimos ou escolhemos, vivemos (fugir também é uma escolha, da escolha podemos dizer que não há fuga propriamente dita, sempre somos ativos e responsáveis por nossa vida), correndo os riscos e pagando para ver as conseqüências de nossa decisão. Qual é o nosso desejo?

Que responsabilidade! Que Arte! Que desafio! Maior do que saltar de pára-quedas ou andar na montanha-russa!

Vamos imaginar. Uma situação nos acontece. Há busca de outras vivências. Há o encontro com o novo – o choque, o medo e o desejo. Nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som... (Lulu Santos) Um dos paradoxos da existência humana, conviver com pólos opostos (vida e morte, amor e ódio, solidão e companhia) e dar uma resposta a isso.

E alcançamos conquistas. Tão sonhadas! Que alegria! E que dor! Ter que começar tudo de novo, ter que mudar, ter que sair de uma posição cômoda e... se movimentar! Dá gasto de energia, não tem jeito! Tem processo de adaptação. Tem processo de luto pela morte daquilo que deixamos para trás. Tem estranhamento inicial. Tem ansiedade. Enfim, tem vida e tem morte também.

E o novo, a princípio, vem acompanhado de desconforto. Como vai ser agora? Eu sabia como era lá e não aqui (exemplos: eu sabia como era morar lá e não aqui , como era ser solteira e não casada, como ser universitária e não profissional, como trabalhar lá e não aqui...).

Saí de minha zona de conforto. Estou correndo riscos. Mas ao mesmo tempo eu quero esse risco! A roupa velha já não me interessa mais, o passado passou, quero o futuro com tudo que tenho direito e desejo! E dever, responsabilidade, as dores, serão inevitáveis, eu sei, o pacote é completo.

Quero então pintar tela do quadro da minha vida com as mãos sujas de tintas, calejadas, cansadas, insatisfeitas, satisfeitas, por terem, lutado. Uffa! E as vivências deixarão marcas no livro da vida, na arte de ser autor da própria vida, apesar dos determinismos e limitações.

Olha:
a vida é nova.
A vida é nova e anda nua.
Vestida apenas com o teu desejo.

Mário Quintana

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Beleza e Mudança: a Arte de Viver

“Se a vida veio lhe chamar...
Se tem que ir e não pode mais ficar...”
(Chimarruts – 'Se for embora')

Chega uma hora na vida, que não tem como escapar:
somos chamados a responder com nossa ação, nossa atitude,
nosso agir. Podemos pensar que essa “hora” não se limita a uma única situação, mas a diferentes “chamados” que recebemos ao longo de nosso existir.

Nesses momentos, percebemos que não temos tempo de pensar, ponderar e mesmo que arrumemos um jeito de parar um pouco e pensar, percebemos que nossa mente não tem todas as respostas, não encontramos “o caminho certo” ou “o caminho errado”, apenas escolhemos seguir à direita ou à esquerda, ir para frente ou para trás.

Depois de nos iludirmos pensando estar no controle do leme de nosso barco e pensar as possíveis direções do futuro, temos que agir, escolher, caminhar, e algumas vezes nos distanciar de planos pensados. E ao escolher, estamos abrindo mão de outras possibilidades, outros caminhos, outros rumos para nossa vida. Ao mesmo tempo, estamos nos abrindo a outras possibilidades, outras novidades, outras respostas que daremos a nossas vidas. Que tamanha a responsabilidade de estar existindo, escolhendo, construindo nosso percurso, e arcando com as consequências de nossas escolhas.

Mas o fato de “ter que escolher” não quer dizer que seja o fim do mundo, que tudo está perdido, que é tudo ou nada. Contudo, vamos refletindo que cada passo que damos vai abrindo um leque diferente de possibilidades, que seria diverso se o passo fosse para um lado outro do que foi escolhido.

E onde está a beleza disso tudo? Talvez possamos pensar que a beleza reside na arte de construir a nossa própria vida, a cada instante, a cada presente eterno. De passar pelos “chamados”, pelas crises e tropeços, pelas dores e delícias de estar no mundo, bordando seu jeito próprio de se vestir ao mundo, de se despir de alguns acessórios e de pôr outros . E não temos que ser artistas talentosos para viver a aventura do humano existindo na face da terra?

E que arte trabalhosa essa Arte de Viver! Podemos pensar que não é saudável investir toda nossa energia numa coisa só, mas precisamos ter um leque de possibilidades para que possamos aproveitar as diferentes situações que podemos vivenciar, as diversas possibilidades de ser, de existir, de agir, de atuar e experenciar! A vida se abre com infinitas chances da gente se aventurar nessa arte chamada existência. Só que para isso, é necessário criar, ser artista, às vezes até malabarista! É um circo, um teatro, um palco, uma tela, em que todas as nossas emoções, tragédias, comédias entram em cena e vão construindo a obra-prima que somos nós! Mas nunca sabemos a próxima cena, o que vai acontecer é sempre imprevisível e isso nos assusta! Escolhemos sim, mas sem saber onde vai dar!

É claro que essa arte não vem sem dor. É sofrida! Dói, machuca, aperta o peito e o passo! Às vezes desanimamos, nos cansamos, achamos que não estamos moldando nossa “arte” como ansiamos... E logo temos que retomar o fôlego, retomar a luta, a batalha é dura para que possamos nos expressar, precisamos continuar em novas buscas. Que estejamos abertos ao novo, que possamos sair de nossos comodismos cotidianos e ir em busca de novas possibilidades de apreciar a arte da mudança, a arte da vida.

O Chamado(Marina Lima / Giovanni Bizzotto)

Vou seguir o chamado
E onde é que vai dar, onde é que vai dar?
Não sei...

Arriscar ser derrotado
Por mentiras que vão
Mentiras que vêm punir

Um coração cansado de sofrer
E de amar até o fim
Acho que vou desistir

Céu abriga o recado
Que é pra eu me guardar
Mudanças estão por vir

Esperar ser proclamado
O grande final,
O grande final feliz!

Que tal aquele brinde que faltou?
Será que teria sido assim?
Acho que vou resistir

Que tal aquele brinde que faltou?
Será que teria sido assim?
Acho que vou resistir...
Onde é que vai dar?
Onde é que vai dar?

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Liberdade de Voar





Fernão Capelo Gaivota. Um livro que li na minha adolescência e que me marcou . E nesse último fim-de-semana, eu vi filme. E li de novo o livro, que – como quase sempre – é melhor que o filme. E recomendo ambos.

A história é sobre uma gaivota que quer ter uma vida diferente de outras gaivotas de seu bando, que não se contenta em brigar por restos de comida, voar baixo; o que Fernão anseia é cada vez mais se aperfeiçoar no vôo, experimentar a liberdade, não se limitar ao já conhecido.

É, na verdade, uma história sobre todos nós, na busca de superar nossas limitações, de ir além, de escrever uma história diferente de outras pessoas, uma história única, singular, escolhida por nós mesmos.

sábado, 6 de março de 2010

Amor Sem Escalas: Retrato da Nossa Época

Assisti ao filme "Amor sem escalas" e quis falar sobre alguns aspectos que me chamaram atenção nele. Primeiramente, eu recomendo, pois, apesar do título que dá a impressão de ser um mero romance, passa muito longe disso. Talvez seja um romance da vida real, da nossa era atual da pós-modernidade, marcada por acentuado individualismo, pela fragilidade e inconstância de laços afetivos. Momento propício para a presença de pessoas que se escondem do risco que é se relacionar com o outro.

A história tem como personagem principal - representado pelo ator super charmoso (e solteirão convicto, coincidentemente) George Cloney - um homem que vive viajando a trabalho para uma empresa cujo objetivo é demitir funcionários de empresas em que os chefes não têm coragem para tanto.

Só a partir disso, podemos refletir um pouco sobre como andam as relações trabalhistas na atualidade. Em outros tempos, em geral as pessoas trabalhavam na mesma empresa a vida toda, podendo seguir carreira e crescer profissionalmente. Agora podemos ver o quanto isso mudou, e as próprias políticas de recursos humanos consideram o funcionário que trabalha na mesma empresa há muito tempo como obsoleto.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Relações Familiares e Mudanças




Família. Todos nós nos constituímos no seio familiar. Quem somos, nossa personalidade, nossas escolhas, nossas fantasias, tudo isso parte do que vivenciamos em nossa família de origem, o que não significa que se limite a essas nossas vivências familiares iniciais. Podemos fazer parecido ou diferente que nossa família, mas muitas vezes o modelo (o que queremos ser também) ou anti-modelo (o que não queremos repetir da nossa história familiar) se convergem na mesma referência: nossa família.

Lacan dizia: "É da separação que surge o sujeito. É da separação que surge a vida." Para nascer, temos que nos separar da proteção que antes tínhamos no ventre materno. E quanto mais crescemos, mas sentimos necessidade desses momentos de diferenciação de nossa família, enquanto em outros precisamos beber de sua fontes de aconchego e proteção.

Afastamentos e aproximações. Podemos perceber que esse movimento constante pode estar guiando nossas relações familiares: o sair e o retornar ao seio familiar. Ora nos mantemos em estreita relação com nossa família, ora saímos e vemos outras formas de ser no mundo, outras possiblidades, outros modos de agir para além do modo de nossa família. Então, percebemos que o mundo é bem maior que o mundo familiar que vivenciamos. E que podemos escolher novos caminhos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mudança e Continuidade


Apesar de cada dia estarmos mudando um pouco, podemos perceber que a continuidade nos acalenta.

E podemos pensar que mudança não implica em falta de continuidade, mas talvez em ressignificação.

Como é bom ver que apesar de tantas rupturas, cortes, mudanças, transformações, ainda continuamos as mesmas pessoas....talvez não a mesma, mas a mesma... Queda de ilusões, mudanças de paradigmas, coragem de assumir os desejos e bancar as escolhas e suas respectivas consequências...