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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Desejo, Dor, Graça e Flor: insistindo na Vida




Outro dia, numa conversa com meu marido, perguntei:

- O que aconteceram com as flores do hibisco do nosso jardim? Ele costuma estar sempre florido e há muitos dias não está dando flores.

- É que ele está se preparando para o florescimento da primavera - respondeu ele.

E isso me fez pensar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Mudança Pós-formatura

Hoje fazem 5 anos que nos formamos, data da nossa colação de grau. Como estávamos naquela época? Quase podemos sentir aquele mesmo frio na barriga, aquela mistura inusitada de alegria e tristeza...

A implacável sensação de que nada seria como antes, a expectativa de estar a poucos passos de se atirar num abismo cheio de mistério cujo único vislumbre é de um imenso ponto de interrogação. O caminho ia se construir ao caminhar.

Como seria? Arrumaríamos emprego? Conseguiríamos ser bons profissionais? Daríamos conta do recado? Daríamos conta do grande desafio que é cuidar do outro? Manteríamos contato com os grandes amigos que fizemos ao longo da vida universitária?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Preciosidades - o laço que nos une

O laço que fazemos com outras pessoas é uma das coisas mais belas e preciosas da vida. Laço que une, que enriquece, que dá cor a vida, que impõe desafios e propicia singelos momentos de felicidade.

Mesmo após muitas mudanças, como é bom ver que é possível manter laços, voltar a compartilhar descobertas, dores e alegrias. Ontem, como éramos sonhadoras! Não tínhamos idéia do quanto a vida adulta era difícil. Do quanto a prática profissional traria consigo desafios e desgaste emocional.

domingo, 11 de setembro de 2011

O Homem do Futuro - O que você mudaria no seu passado?


Hoje vi o filme brasileiro "O Homem do Futuro" e me surpeendi. É bom quando vamos ao cinema sem expectativa e de repente vemos refletida na telona questões da existência humana.

O filme conta a história de um homem que volta ao passado acreditando que mudando uma noite fatídica, poderia mudar sua existência triste e apática de hoje.

O que gostaríamos de mudar em nosso passado? O que poderíamos ter evitado? O que poderia ser evitado? Como saber?...

A busca de voltar ao passado povoa a mente do ser humano. Por que será? Será que é a busca de controlar algo que não tem controle - nosso destino, nosso futuro, nossa vida, o próprio tempo?

sábado, 28 de agosto de 2010

Despedidas



Nessa semana, tive que me despedir de mais uma pessoa muito querida em minha vida.Alguém que aprendi a admirar, por toda força e ternura com que tratava os usuários de saúde e os colegas de trabalho.

Fiquei triste em alguns momentos, tive três semanas pra me preparar pra essa despedida. Lembrei o quanto há encontros e despedidas na vida; às vezes, nós é que vamos embora, outras vezes, vão pessoas queridas, cada um em busca de seguir seu caminho, realizar suas escolhas. Ora vamos sem nos despedir; ora vamos após muitas despedidas. E se despedir tem lá sua importância, poder dizer tudo (ou quase tudo) o que queremos dizer. Poder celebrar a vida, e a graça de ter conhecido alguém que cativamos e que nos cativou.

Partir, ver outras pessoas partindo é difícil, dói, nos faz lembrar de outras partidas, outras despedidas. Contudo, a partida é necessária muitas vezes, para que possamos ir em busca de novas conquistas, desbravar novos mundos (tanto internos quanto externos). Chegar a novas etapas, construir novas relações, amadurecer. E não deixar de sentir saudades, e não deixar de viver, de se mover, e de poder lembrar de bons momentos e de dificuldades superadas. Poder voltar e rever pessoas queridas, poder traçar novos planos e lutar pela realização deles.

Sair da escuridão e ir para luz. Sair da ilusão e ir para a realidade. Sair do conforto para ir para a descoberta de dificuldades, que vem junto com o pacote do encontro com fragilidades e forças. Sair do conhecido e enfrentar o desconhecido, sair da proteção e enfrentar a batalha de ser adulto e de ter que traçar seu próprio caminho.

Podemos pensar que a vida é esse constante movimento de encontrar e de despedir. Damos adeus ao primeiro trimestre da gestação, que era um dos momentos mais delicados de nossa existência e seguimos rumo ao crescimento de nosso ser. Saimos da proteção do ventre materno e nascemos. Da dependência absoluta do bebê quanto à mãe, vamos para dependência relativa, descobrindo mais o mundo ao nosso redor. Caminhamos rumo à independência (Winnicott - e nunca a atingimos totalmente), nos despedimos da infância, rumo à adolescência...

Adeus adolescência, que venha a vida adulta. Adeus vida de estudante para vida profissional. Saindo da vida de solteira para vida de casada, adeus família de origem, seja bem-vinda família constituída. Adeus vida apenas de "filha", que venha a maternidade. Adeus vida apenas de "mãe", que venha vida de avó. Adeus vida adulta, que venha a maturidade e velhice. Da vida de trabalho para a vida de aposentado. Filhos crescidos que foram para o mundo. E da velhice, nos dirigimos para a morte. A trajetória de quase todo o humano que caminha na face da terra.

E em todo esse processo de mudanças de fases, nos encontramos com muitas pessoas, e nos despedimos de tantas outras. Uns chegam, outros partem. Mas é como dizem, "sempre levam um pouco de nós, e deixam um pouco de si..."

Encontros e Despedidas
(M. Nascimento E F. Brant)

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Não tenho mais 18 anos"



Às vezes ficamos tão distraídos... Novas mudanças mexem com nossa atenção e concentração diárias... E esquecemos coisas importantes... Por que será? Por que as mudanças mexem tanto com a gente, apesar de nosso desejo de que elas ocorram? Será que queremos esquecer do medo que temos de ter que enfrentar mais uma mudança?