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terça-feira, 24 de julho de 2012

Angústia e Mudança

Inquietação e angústia...

Nova página em branco depois de ter escrito quase tudo!
Que medo! Começar de novo, se ver diante do vazio, do branco.

Há situações que nos provocam tensão, inquietação, angústia, estresse, cansaço, que nos "obrigam" a fazer novos arranjos e nos impulsionam
a buscar mudanças em nossa vida.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Preciosidades - o laço que nos une

O laço que fazemos com outras pessoas é uma das coisas mais belas e preciosas da vida. Laço que une, que enriquece, que dá cor a vida, que impõe desafios e propicia singelos momentos de felicidade.

Mesmo após muitas mudanças, como é bom ver que é possível manter laços, voltar a compartilhar descobertas, dores e alegrias. Ontem, como éramos sonhadoras! Não tínhamos idéia do quanto a vida adulta era difícil. Do quanto a prática profissional traria consigo desafios e desgaste emocional.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Como preparar o filho para a vida?

A revista crescer apresentou uma de suas capas mais instingantes: "Como preparar seu filho para a vida" - um desejo que muitos pais devem nutrir em sua mente, talvez até mesmo antes de conceberem seus filhos.

Como preparar nossos filhos para a vida? Como preparar nossos filhos para as mudanças que eles terão que enfrentar ao longo de seu crescimento e desenvolvimento? Como prepará-los para lidar com as frustrações que serão inevitáveis em alguns pontos de seu percurso enquanto pessoa humana?

sábado, 27 de agosto de 2011

A mudança de ter um bebê

Ter um bebê é uma gigantesca mudança. Mesmo após 9 meses de gestação, muita surpresa virá após nascer aquele ser tão precioso para a mãe, para o pai, para a toda família. Mesmo o bebê tendo sido planejado, esperado, acolhido, desejado, não deixa de haver grandes surpresas com sua vinda ao mundo, agora fora do ventre materno.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mudança e Felicidade

Nesse mês, a capa da Revista Mente e Cérebro apresenta "A ciência da felicidade - Atitudes que, na prática, ajudam e aumentam as sensações de alegria e bem-estar". Fiquei feliz ao ver o tema, afinal, a felicidade é a busca de todos nós. É claro que manuais não resolvem nossa vida, mas sempre podemos refletir acerca de como podemos melhorar nosso bem-estar.

Cada pessoa vai buscar a felicidade da sua forma própria, e de forma diferente ao longo da vida. Vamos crescendo, vamos passando por inúmeras mudaças e nossa visão do que é felicidade também muda. O que é felicidade para um bebê, para uma criança pequena, para um pré-adolescente, para um adolescente, para um jovem, para um adulto, para um idoso... vai mudando conforme o tempo, as experiências, os relacionamentos.

Antes de falar da reportagem, quero apontar idéias freudianas acerca da felicidade do texto chamado "Mal-estar na cultura" (1930). Freud começa comentando: "É impossível fugir à impressão de que as pessoas comumente empregam falsos padrões de avaliação - isto é, de que buscam poder, sucesso e riqueza para elas e os admiram nos outros, subestimando tudo aquilo que verdadeiramente tem valor na vida." (Freud, 1930, p. 81)

Será que podemos pensar que pessoas erram o alvo quando acham que estão buscando a felicidade? O que verdadeiramente teria valor na vida? Será que isso sim estaria vinculado ao conceito de felicidade?

Paralelamente, a reportagem divulga pesquisas recentes que indicam que ser feliz não tem nada a ver com ser admirado, ganhar na loteria ou ser promovido no emprego. Com o que ser feliz teria relação então?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Emoção do Encontro

Não é apenas a razão que se encontra presente no momento em que nos relacionamos com outras pessoas. O afeto, a emoção, a ternura também pode se fazer presente e dar um colorido aos nossos relacionamentos. Afetamos e somos afetados pelos outros. Nossa existência se torna mais rica quando exercitamos nossa capacidade de trocar experiências com os outros, de ouvir o outro e falar sobre nós.

A emoção de rever pessoas queridas, de ver as grandes mudanças pelos quais o outro tem passado, a possibilidade de refletir sobre nossas próprias mudanças e perceber o quanto esse contato com o outro é significativo para nossa vida.

sábado, 25 de setembro de 2010

A Importância dos Vínculos

Cada vez mais me convenço da importância dos vínculos em nossa vida. Vínculo não é com qualquer pessoa, não se dá com todas as pessoas, mas com aquela determinada pessoa. Cada vínculo é uno, diferente um do outro, cada pessoa vai despertar emoções, assuntos e confissões diferentes. Às vezes, quando voltamos de encontros profundos com essas pessoas até ficamos mais recolhidas em ambientes em que não sentimos esse acolhimento todo, pois sabemos que aquela preciosidade não se dá em qualquer contato. Contato não é encontro. Podemos conviver com várias pessoas, mas apenas algumas vão acender aquela chama de troca que alimenta nossa alma e nosso coração, que nos faz sentir vivos e atuantes no mundo.

Como é bom receber pessoas em nossa casa, em nossa vida, em nosso coração. Também é tão bom visitar pessoas, passar horas conversando, ver como cada pessoa está lidando com mudanças que também vivenciamos e com mudanças que virão pela frente.

Escutar as diferenças e semelhanças quanto à decisão por essa grande mudança que segue seu curso. Perceber angústias, medos, dificuldades, alegrias parecidas. Acalenta-nos saber que é difícil para outras pessoas também, que aquilo que desejamos vir a ser realizado traz todo um pacote de temores, expectativas, assim como seus enfeites, cores e tonalidades vibrantes. Isso é a vida: um misto de dor e entusiasmo, de esperança e medo, de deslumbramento e hesitação.

Para além dos vínculos famliares (parentes, conjugê, etc.), necessitamos desses outros olhares, sorrisos, sonhos, histórias de luta pela vida. É claro que nossa família é fundamental, ter raízes para poder se re-alimentar, e também asas para poder formar uma nova família, num novo período de nossa vida de maturidade, de crítica, de questionamenstos acerca da vida a dois e da vida familiar que queremos escrever no livro da nossa vida, seguindo nossas escolhas, acertando, errando, tentando corrigir erros e vivenciar cada vez mais a harmonia. Voltar a escolher esse amor a cada dia e as mudanças que isso acarretou às nossas vidas, e é muito bom você tomar sua própria decisão e viver dela, como disse uma amiga. Assim como precisamos da riqueza cheia de diversidade que outras pessoas podem nos trazer, nos enriquecer de outras ideias e outras visões de mundo, ampliar nosso olhar, olhar para fora para poder enxergar melhor o que há dentro de nós.

É importante nos re-abastecer de energia nesses momentos em que estamos com pessoas próximas, energia que muitas vezes se esvai nas dificuldades, no cansaço, na luta do dia a dia, na falta de um momento em que possamos olhar para dentro de nós, ao estarmos diante do outro. Que saibamos dar e receber aos nossos vínculos apesar da correria do dia a dia.

Podes crer
(Da Gama / Bino Farias / Lazão / Toni Garrido)

o que é, meu irmão
eu sei o que te agrada
e o que te dói, e o que te dói
é preciso estar tranqüilo
pra se olhar dentro do espelho
refletir
o que é?
seja você quem for
eu te conheço muito bem
e isso faz bem pra mim
isso faz bem pra vida
onde quer que vá
eu vou estar também
eu vou me lembrar
daquela canção que diz

parapapapa....

bendito
encontro
na vida
amigo

é tão forte quanto o vento quando sopra
tronco forte que não quebra, não entorta
podes crer, podes crer,
eu tô falando de amizade

sábado, 28 de agosto de 2010

Despedidas



Nessa semana, tive que me despedir de mais uma pessoa muito querida em minha vida.Alguém que aprendi a admirar, por toda força e ternura com que tratava os usuários de saúde e os colegas de trabalho.

Fiquei triste em alguns momentos, tive três semanas pra me preparar pra essa despedida. Lembrei o quanto há encontros e despedidas na vida; às vezes, nós é que vamos embora, outras vezes, vão pessoas queridas, cada um em busca de seguir seu caminho, realizar suas escolhas. Ora vamos sem nos despedir; ora vamos após muitas despedidas. E se despedir tem lá sua importância, poder dizer tudo (ou quase tudo) o que queremos dizer. Poder celebrar a vida, e a graça de ter conhecido alguém que cativamos e que nos cativou.

Partir, ver outras pessoas partindo é difícil, dói, nos faz lembrar de outras partidas, outras despedidas. Contudo, a partida é necessária muitas vezes, para que possamos ir em busca de novas conquistas, desbravar novos mundos (tanto internos quanto externos). Chegar a novas etapas, construir novas relações, amadurecer. E não deixar de sentir saudades, e não deixar de viver, de se mover, e de poder lembrar de bons momentos e de dificuldades superadas. Poder voltar e rever pessoas queridas, poder traçar novos planos e lutar pela realização deles.

Sair da escuridão e ir para luz. Sair da ilusão e ir para a realidade. Sair do conforto para ir para a descoberta de dificuldades, que vem junto com o pacote do encontro com fragilidades e forças. Sair do conhecido e enfrentar o desconhecido, sair da proteção e enfrentar a batalha de ser adulto e de ter que traçar seu próprio caminho.

Podemos pensar que a vida é esse constante movimento de encontrar e de despedir. Damos adeus ao primeiro trimestre da gestação, que era um dos momentos mais delicados de nossa existência e seguimos rumo ao crescimento de nosso ser. Saimos da proteção do ventre materno e nascemos. Da dependência absoluta do bebê quanto à mãe, vamos para dependência relativa, descobrindo mais o mundo ao nosso redor. Caminhamos rumo à independência (Winnicott - e nunca a atingimos totalmente), nos despedimos da infância, rumo à adolescência...

Adeus adolescência, que venha a vida adulta. Adeus vida de estudante para vida profissional. Saindo da vida de solteira para vida de casada, adeus família de origem, seja bem-vinda família constituída. Adeus vida apenas de "filha", que venha a maternidade. Adeus vida apenas de "mãe", que venha vida de avó. Adeus vida adulta, que venha a maturidade e velhice. Da vida de trabalho para a vida de aposentado. Filhos crescidos que foram para o mundo. E da velhice, nos dirigimos para a morte. A trajetória de quase todo o humano que caminha na face da terra.

E em todo esse processo de mudanças de fases, nos encontramos com muitas pessoas, e nos despedimos de tantas outras. Uns chegam, outros partem. Mas é como dizem, "sempre levam um pouco de nós, e deixam um pouco de si..."

Encontros e Despedidas
(M. Nascimento E F. Brant)

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Importância da Despedida


No começo do novo trabalho ao qual me aventurei neste ano, fiquei mais próxima de uma colega de trabalho. Chegávamos juntas ao trabalho, e iamos embora também. Compartilhamos descobertas, conquistas e dificuldades do início da vida profissional, ansiedade e expectativa com o novo emprego. Aos poucos, fomos nos adaptando à nova mudança.

E chegou a hora de minha amiga partir, agora para outro emprego. E essa mudança não foi só para ela, mas para mim que não teria mais sua companhia diária, seu sorriso doce e acolhedor.

E fiquei um pouco triste inicialmente. Lembrei de outro emprego que tive, em que logo que comecei, fiz duas amigas, e no mês seguinte elas também partiram para outros rumos. No ano passado, também fiquei triste ao saber que uma amiga tinha saído do emprego que eu também trabalhava. Contudo, todas partiram para coisas melhores, e isso também me deixa feliz por vê-las em busca de mudanças melhores, e até me inspira para essa luta também.

Em situações novas, gostamos de ter outras pessoas por perto, nos sentimos mais seguras ao poder falar da nossa mudança já que o outro também está enfrentando algo parecido. Muitas vezes nos sentimos até mais fortalecidos por ter com quem compartilhar. Podemos pensar que é muito reconfortante poder compartilhar mudanças, perceber que elas são difícies para outras pessoas também, e que aos poucos vamos entrando no ritmo das mudanças que se apresentam às nossas vidas. Mudanças nos fazem conhecer novas pessoas, ver outras formas de conviver, de relacionar-se, nos propiciam crescimento emocional.

E eu sabia que essa mudança era diferente das anteriores. O momento é outro, as pessoas são outras, o lugar é outro, e eu também mudei.

E então, não me paralisei na tristeza, mas pensei em fazer algo para mostrar para essa amiga o quanto ela tinha sido importante. Desse vez, eu teria tempo de me despedir, um presente que a vida me deu, já que das outras vezes, fiquei sabendo depois que minhas amigas partiram. Conversei com outros colegas de trabalho, e escrevemos mensagens na cartolina para ela, e a cartolina foi entregue junto com um belo vasinho de flores.

E como eu senti que mudou o sentimento dentro de mim. A tristeza foi embora, senti um alívio e percebi que não tinha que chorar pelo fato dela ir embora, mas sorrir pelo fato de tê-la conhecido, de termos passado bons momentos juntas.

Percebi também a importância da gente poder dizer "até logo", "boa sorte", e de olhar de outra forma para perda, já que talvez nem podemos chamar de uma perda, apenas de mudança. O que se recebeu do outro não se perde, levamos conosco, dentro de nosso coração. Assim como o que doamos, não perdemos. Afinal, como já era dito no livro do Pequeno Príncipe, somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E nossos contatos aumentam, e sempre teremos a possibilidade de nos comunicar, telefone, e-mail, visitas, etc.

E o período de adaptação está se consolidando. E há outras pessoas ao redor com quem podemos compartilhar e novas pessoas chegando também. Esse é o trem da vida, onde há as partidas, assim como as chegadas.

CANÇÃO DA AMÉRICA
(Fernando Brant e Milton Nascimento)

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

domingo, 9 de maio de 2010

Mudando de ares

Como é bom viajar! Mesmo que seja apenas um fim de semana.

Pegar a estrada, conhecer outros caminhos, visitar outros lugares, respirar novos ares, ver outras pessoas, bater papo, falar sobre nós, ouvir outras pessoas, ficar em silêncio ao lado do outro, ver outras formar de agir e de sentir...

E poder voltar. E respirar fundo e dizer: foi tão gostoso passear, e é tão bom voltar pra casa também.

Precisamos de um porto seguro, para voltar a ancorar nosso barco. E este barco (que somos nós) também precisa navegar por outros mares, ver outros barcos (outras pessoas), conhecer e aprender com outras formas de existir no mundo e de lidar com as mudanças existentes em toda vida humana, em toda família humana.

Nós mudamos, as pessoas mudam, descobrimos novidades, nos surpreendemos, amadurecemos, crescemos.

Aprendemos que todos passam suas dificuldades, todos têm suas formas de lidar com os obstáculos da vida, com as mudanças, com os desafios de estar vivo e está tecendo sua existência humana.

Algo fundamental é nossa necessidade de referências, de saber que não somos apenas nós que passamos por determinadas situações, mas que temos referências que também passam por isso - ora somos todos humanos! E sujeitos a mudanças, transformações, "mutações".

Cada um vai em busca de suas respostas, cada um se constrói e se reconstrói com o caminho que percorre ao caminhar. O importante é não deixar de caminhar, é seguir em frente, é buscar a vida e novas formas de lidar com as mudanças.

E novos encontros, em novas fases, nos permitem visualizar um pouco a magnitude da vida, a grandeza de poder compartilhar, de perceber que sempre podemos descobrir o novo nas pessoas mais próximas, perceber o quanto conhecemos pouco o outro, bem como conhecemos pouco a nós mesmos, e o quanto essa viagem da descoberta - indo ao encontro do outro, assim como ao encontro do seu própro mundo interno, pessoal - pode ter uma riqueza tão grande que não cabe em nenhuma palavra. Contudo, a marca da palavra pode nos ajudar a expressar o inexprimível da vida, dos encontros entre as pessoas, do relacionar-se.

Que venham as viagens - em direação ao outro e em direção a nós mesmos...

"A verdadeira viagem da descoberta consiste não em buscar novas paisagens, mas em ter olhos novos."
( Marcel Proust)