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terça-feira, 12 de junho de 2012

Celebrando o Dia dos Namorados

Amar é uma grande mudança...
traz desafios, surpresas, alegrias...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Como preparar o filho para a vida?

A revista crescer apresentou uma de suas capas mais instingantes: "Como preparar seu filho para a vida" - um desejo que muitos pais devem nutrir em sua mente, talvez até mesmo antes de conceberem seus filhos.

Como preparar nossos filhos para a vida? Como preparar nossos filhos para as mudanças que eles terão que enfrentar ao longo de seu crescimento e desenvolvimento? Como prepará-los para lidar com as frustrações que serão inevitáveis em alguns pontos de seu percurso enquanto pessoa humana?

sábado, 27 de agosto de 2011

A mudança de ter um bebê

Ter um bebê é uma gigantesca mudança. Mesmo após 9 meses de gestação, muita surpresa virá após nascer aquele ser tão precioso para a mãe, para o pai, para a toda família. Mesmo o bebê tendo sido planejado, esperado, acolhido, desejado, não deixa de haver grandes surpresas com sua vinda ao mundo, agora fora do ventre materno.

domingo, 12 de junho de 2011

A Mudança da ESCOLHA de Amar Alguém

"Tornar o amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém..." (Nando Reis)

Dia dos Namorados. Relação amorosa. Homem e mulher. Viver uma história de amor implica em profundas mudanças. Será que estamos dispostos a isso?

Viver sonhando em encontrar um amor é bem mais fácil do que estar aberto a vivenciar todo o processo de achar o amor e permanecer com ele (se essa for a escolha). Contudo,apenas sonhar com o amor não é tão fascinante quanto experenciar o encontro com outra pessoa e escrever uma história amor. Escolher amar alguém é uma grande mudança e porque não dizer, um grande desafio.

Uma história de amor não implica em um "mar de rosas", em uma vida de "conto de fadas". Amar alguém implica em escolhas, crises, implica em se deparar com um estranhamento diante de um modo de ser diferente do seu, diante de outra visão de mundo, com outras diferenças inerentes à diferença entre os sexos, à diferença de criação que cada um recebeu, à diferença de experiências que cada um vivenciou antes de se conhecerem. Amar alguém implica em respeitar a diferença que há no outro, o que pode parecer fácil à primeira vista, mas não é. O diferente nos inquieta, nos desafia, nos impulsiona para o novo, para a mudança. E isso dá medo.

Amar alguém implica em pequenas mortes quanto à nossa maneira de ser, já que amar alguém está inexoravelmente ligado a mudar quem somos pelo simples fato de sair de nós e amar. Aprender a tolerar diferenças, a estar disposto a negociar mudanças, de ambos os lados. Aprender a superar crises, a ter que fazer novas escolhas: escolher novamente ou não aquela pessoa (pessoa que, como você, já não é a mesma, que já passou por muitas mudanças)?

sábado, 26 de junho de 2010

Amor à primeira vista?


Com o tempo, vamos vendo o quanto situações novas que surgem em nossas vidas não são tão encantadoras e apaixonantes à primeira vista, mas precisam de todo um processo de conquista, de adaptação, de tempo para o amor (tão sonhado) se consolidar.

E isso em várias situações. Podemos começar pensando num bebê que é concebido, o príncipio da vida de todos nós. O casal de pais, logo que recebe a notícia da gravidez, pode se assustar bastante e ficar cheio de insegurança, mesmo sabendo e desejando conscientemente essa possibilidade. Mas calma! Com o tempo, vai se elaborando essa grande novidade, e o casal pode ir se encantando e se apaixonando por aquele ser que vai sendo tecido aos poucos no ventre materno pelo milagre da vida, e aos poucos, aquele amor vai aumentando e contribuindo para a arte da vida, para a tecitura do organismo e dos afetos daquele novo ser.

E o bebê nasce e o amor não é tão à primeira vista, pois a princípio ele é um estranho que chega em casa, cheio de demandas diferentes que altera toda a rotina da família, a vida do casal, a vida familiar. E um novo relacionamento terá que ser construído, um grande amor será formado. Haverá uma ação e uma reação (e ações e reações) dos membros dessa relação: mãe e bebê, pai e bebê, pais e bebê, familiares e bebê. E aos poucos, aquele amor irá crescendo, se expandindo, se fortalece o encantamento de um pelo outro. E é dessa conquista inicial que todos nós nascemos enquanto humanos, enquanto sujeitos.

Bem antes do surgimento desse novo ser, acontecia o princípio do relacionamento dos pais, enquanto homem e mulher. Pode ter havido um interesse e atração imediatos, contudo, o amor firme, construído, só veio com o tempo, com a convivência, com a descoberta das afinidades, das diferenças que acrescentam, das admirações, da tolerância com a diversidade que contém o outro ser. E é um processo contínuo, constante de amor que vai amadurecendo, superando barreiras e crises, se fortalecendo, se tornando um amor mais sólido, mais seguro e mais belo do que aquele sentimento que emergiu no primeiro encontro inicial. É o "amor mingau de aveia", que vai sendo mexido aos poucos e constantemente para não desandar. (esse termo aparece no livro "We -A Chave da Psicologia do Amor Romântico", da coleção que inclui "He - A Chave do Entendimento da Psicologia Masculina", "She - A Chave do Entendimento da Psicologia Feminina").

E em amizades podemos vislumbrar isso também. De um conhecimento inicial que travamos com várias pessoas, apenas algumas despertam um toque inicial de afinidade que aos poucos vai se solidificando, se tornando amizade, participando de momentos da vida em comum, eventos de tristeza, de vitória, de batalha, relatos compartilhados das versões que construímos para o enredo de nossas vidas. A amizade também não é tão à primeira vista, vai se revelando aos poucos, se abrindo como uma rosa que vai desabrochando e exalando agradável aroma.

Nas atividades que desenvolvemos na área profissional, também vemos que no início, não há aquele amor todo. Há um estranhamento no começo, um “como será que vai ser?”, “será que vou dar conta?”, num ambiente inicialmente desconhecido que demanda novos desafios e que traz novas pessoas ao convívio. E após a ansiedade inicial, não é que aos poucos vamos caindo nas rédeas do amor pela nossa ocupação naquele determinado lugar, vamos assumindo aquilo com coração, vamos aprendendo a lidar com as novas situações que surgem, com as novas demandas, vamos nos sentindo mais seguros para vivenciar essa nova história de amor que também é nossa vida profissional (naquele determinado momento assim como em outros)? Momento em que podemos inscrever nossa particularidade no laço social, servir às pessoas com nossos dons e habilidades e aprender que o crescimento profissional também é contínuo, e que esse amor vai longe em nossa história de vida.

Com tudo isso, percebemos que não tem jeito: o amor pela mudança não é à primeira vista. Primeiro, vem a dor, o desconforto, o medo do desconhecido, a insegurança – tudo isso desde que nos aventuramos a aprender a andar, quando algumas vezes acabamos por cair, mas persistimos. Persistência é fundamental para experenciar histórias de amor, para se manter nas situações que não amamos tanto ainda, assim como paciência para aceitar a espera, respeitar o tempo das situações, que não é controlado por nós.

Aos poucos, num processo poético, vamos dando os passos que traçam o rumo de nossa vida, vamos alternando momentos de alegria e tristeza, perdas e ganhos; às vezes caminhamos para frente, às vezes para trás. Consolidamos alguns amores, encerramos com outros. É a história de amor mais preciosa que temos na vida: história de amor com a gente mesmo(que engloba todos os amores já citados anteriormente), com a busca de consolidar o amor pela vida, procurar vivências e experimentações benéficas que ela pode nos trazer, sabendo dos riscos, das mudanças, da necessidade de processos, do tempo, e não deixando de VIVER. Que venham os amores não tão à primeira vista...E que saibamos ter persistência e paciência para aceitar o tempo de espera...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Eros e Psiquê


O amor não pode viver sem confiança.”

Psique era uma bela moça que atraía os olhares de todo o reino, chegando a despertar inveja na deusa da beleza, Afrodite. Incomodada com a rival (parece até a madrasta da Branca de Neve), a deusa envia seu filho, Eros, para disparar flechas em Psiquê para que ela não venha a ser feliz no amor.

Eros se encanta de tal forma com a beleza de Psiquê, que acerta as flechas em si mesmo, se apaixonando pela bela. Após tantas travessuras causando confusões amorosas entre deuses e mortais, o belo deus do Amor é ferido com a própria flecha.

As irmãs da moça se casam, menos ela. O pai se preocupa, vai consultar um oráculo, que avisa que ela se casará com uma serpente horrenda e terá que ser deixada no cume do monte para cumprir o previsto. A família se entristece mas obedece à ordem do destino.

Psiquê, ao estar só no monte, é levada por Zéfiro, o deus do vento, a um belo castelo, onde banquetes e locais agradáveis lhe espera, além do amado que a visita todas as noites. Ela desfruta do lugar, mas tem que respeitar a condição do esposo de não ver o seu rosto. A jovem se encanta pelas gentilezas dele, mas fica confusa por não poder ver seu o rosto (parece história da Bela e a Fera).

Numa noite, não resiste de curiosidade. Pega uma lamparina, aguarda o amado adormecer e vem a inesperada visão: que monstro que nada, como era belo a figura do esposo, como se fosse um deus - e de fato o é! Encantada, Psiquê deixa derramar uma gota de azeite quente da lamparina no rosto dele, que acorda e sai magoado da casa, dizendo: "O amor não pode viver sem confiança."

Psiquê entra em desespeto, anda pelo mundo atrás do amado, chega a se submeter aos caprichos de Afrodite, que lhe dá trabalhos difíceis (alguma semelhança com a madrasta da Cinderela?). Com ajuda dos deuses, a moça consegue cumprir as difíceis tarefas impostas. Então, a deusa lhe pede mais uma: descer ao Inferno e pedir a Pérsefone que guarde um pouco de beleza em sua caixa, para que a deusa da beleza pudesse ficar ainda mais bela ao receber a caixa que teria que ser trazida por Psiquê. A bela então se dirige para sua derradeira tarefa. Alertada por Perséfone do perigo de abrir a caixa, a moça não resiste em poder ficar mais bela para seu amado Eros. Ela abre a caixa e adormece um sono quase mortal sobre a erva (A Bela Adormecida? Branca de Neve?).

Eros vai de encontro a ele, a beija, consegue despertá-la com o sopro do amor. Com intercessão de Zeus, Eros consegue apoio para o amor do casal, inclusive da mãe. Zeus entrega a moça uma taça de ambrosia, dizendo: "Bebe isso, Psiquê, e sê imortal. Eros jamais romperá os laços aos quais já se encontra atado. E que essas núpcias sejam eternas." E foram felizes para sempre...

E que bela história de amor, um amor que supera barreiras, crises, falhas, dificuldades. Eros e Psiquê não são os mesmos do primeiro encontro, e ao mesmo tempo são. Aquela grande busca do amor após momentos felizes, se vê abalada pelas imperfeições dos personagens: curiosidade, falta de confiança, orgulho, dificuldade de perdoar, fuga ao invés da busca do diálogo.

Apesar de tudo, o amor é mais forte, unindo dois seres opostos que sonham ser um e que se vêem nas qualidades do outro, assim como nos defeitos. Já dizia Jung que "Relacionar-se é ver-se", e é difícil ir de encontro a alguns espelhos, mais visíveis ainda nos realcionamenos amorosos. É duro ter que assumir dificuldades (que não está só no outro, mas em mim também...), realizar tarefas para superá-las (amadurecer, aceitar nossa falibilidade, aprender a ser tolerante, compreensivo).

Enfim, tornar-se alguém digno de viver uma linda história de amor, a fazer do amor o seu mais belo anseio e luta. Amor verdadeiro exige esforço, luta, tolerância, comunhão, e tudo regado a muito amor que, por incrível que pareça, pode crescer a cada dia, como uma flor que desabrocha e traz tanto perfume que harmoniza as dificuldades do cotidiano da vida adulta... Um amor que se torna protótipo do divino e nos aproxima da transcendência...

Essa bela fábula de Eros e Psiquê também é considerada como alegórica (assim como podemos imaginas que os contos de fadas também contém elementos alegóricos), e, com certeza, contém misteriosos significados não alcançados por nossa vã filosofia.

Psiquê, em grego, significa borboleta, e também alma, sopro de vida. A imortalidade da alma é assim ilustrada como a de uma borboleta, criando asas resplandecentes e libertando-se da prisão mortífera do casulo, depois de uma enfadonha e rastejante vida como lagarta, para voar no resplendor do dia e alimentar-se das mais perfumadas e delicadas produções da primavera.

Psiquê é, nessa visão, a alma humana, a qual é purificada pelos sofrimentos e desgraças, preparando-se, assim, para desfrutar de pura e verdadeira felicidade.

Que saibamos encarar os sofrimentos da vida de frente, em busca do amor e da vida, e do sonho de um dia ser uma linda borboleta voando livre nas doces primaveras...

Referência blibliográfica:
Mitologia Vol. I - Coleção da Abril Cultural, 1973.
Bulfinch, Thomas. O Livro da Mitologia - Histórias de Deuses e Heróis. São Paulo: MArtin Claret, 2006.

Eros e Psiquê (poema de Fernando Pessoa)

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

(*Imagem: Psiquê recebendo o primeiro beijo de Eros, François Gerard. Museu do Louvre, Paris.)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mudando a Relação a Dois


Homem e mulher, já dizem os ditos populares: "feitos um para o outro", "os opostos se atraem", "em briga de marido e mulher, não se mete a colher", "metade da laranja", "tampa da panela", "um outro pé pra esquentar o nosso em dia de frio"... e outras tantas expressões populares tentam falar um pouco desse evento tão especial que é a relação amorosa.

Especial não quer dizer perfeita, nem impossível. O amor romântico tão propalado na nossa cultura atual cisma em defender a idéia de completude no amor que muitos buscam e não entendem porque não encontram; na verdade, penso que essa idéia camufla a verdade, lamento informar: homem e mulher não se completam, não se fundem.

Homem e mulher estão lado a lado, e cada um é MUITO diferente um do outro. E um deles ou cada um muitas vezes pode querer que o parceiro(a) seja como si e interpreta as atitudes do outro de acordo como agiria. E a confusão está armada!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Amor e Mudança

Desde que nascemos, mudamos. Até antes. Da união de um homem e mulher, ocorre a concepção de nosso ser e desde esse momento, mudamos. E mudamos para nos desenvolver, crescer, nascer.

Nascemos e com nosso nascimento trazemos mudanças à família que adentramos. Vamos construindo uma relação de amor com nossos pais, irmãos, familiares, que nos protegem do mundo, nos educam, vibram com nossas mudanças (e podem temer por elas também), conquistas de falar, andar, brincar, entrar na escola...

E esse amor da nossa família transforma aquele "bolinho de carne" inicial em um sujeito humanizado, que cada vez mais expressa seus desejos, vontades, sentimentos, temores. Logo, a partir do amor de outras pessoas nos tornamos humanos, e ao longo de toda a vida, vamos em busca desse sentimento.

Entramos na escola, descobrimos o amor fraternal, o carinho pela professora. Com pais e educadores da escola vamos aprendendo que limite também é sinal de amor - apesar de testá-los e fazermos birras de vez em quando. Desde cedo, vamos vendo que o amor também implica em frustração, em renúncia, em adiamento. O amor também diz não, ou agora não.

Crescendo mais um pouco, sobretudo na adolescência e início da vida jovem, descobrimos o amor dos amigos. A alegria de compartilhar, de dividir conquistas e dores, crescer junto, falar bobagens ou até mesmo refletir sobre a existência.