Amar é uma grande mudança...
traz desafios, surpresas, alegrias...
" Não são as perdas, nem as quedas que podem fazer fracassar nossa vida, senão a falta de coragem para levantar-nos e seguir adiante. "
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terça-feira, 12 de junho de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Paraíso
Ela era uma pequena garota... e sonhava com o paraíso...
Mal sabia ela que já vivia momentos-paraíso: quando tinha o irmão pequeno no colo, quando acreditava em papai Noel (lembra até hoje quando descobriu que ele não exisitia), quando ia passar o Natal com familiares distantes, quando visitava os primos da mesma idade e brincava com eles, quando ia passear com a família na pizzaria, quando ia para piscina e para a praia, quando jogava baralho com os pais e os irmãos e amigos, quando ia para excursões no colégio em que visitava hotéis-fazenda, quando sonhava em um dia crescer, trabalhar, viajar para novos lugares, formar uma família e ter filhos...
A menina foi crescendo e o mundo foi se tornando pesado... A vida surpreendia ao não se encaixar totalmente nos planos que ela ia construindo (ainda bem!) e a levava para caminhos desconhecidos e novos... ela se assustava e se esquecia daquela menina que tinha sido...
Mal sabia ela que já vivia momentos-paraíso: quando tinha o irmão pequeno no colo, quando acreditava em papai Noel (lembra até hoje quando descobriu que ele não exisitia), quando ia passar o Natal com familiares distantes, quando visitava os primos da mesma idade e brincava com eles, quando ia passear com a família na pizzaria, quando ia para piscina e para a praia, quando jogava baralho com os pais e os irmãos e amigos, quando ia para excursões no colégio em que visitava hotéis-fazenda, quando sonhava em um dia crescer, trabalhar, viajar para novos lugares, formar uma família e ter filhos...
A menina foi crescendo e o mundo foi se tornando pesado... A vida surpreendia ao não se encaixar totalmente nos planos que ela ia construindo (ainda bem!) e a levava para caminhos desconhecidos e novos... ela se assustava e se esquecia daquela menina que tinha sido...
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sábado, 27 de agosto de 2011
A mudança de ter um bebê
Ter um bebê é uma gigantesca mudança. Mesmo após 9 meses de gestação, muita surpresa virá após nascer aquele ser tão precioso para a mãe, para o pai, para a toda família. Mesmo o bebê tendo sido planejado, esperado, acolhido, desejado, não deixa de haver grandes surpresas com sua vinda ao mundo, agora fora do ventre materno.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Famílias Mudando
Famílias são como pessoas (afinal, famílias são feitas de pessoas!). Nascem, crescem, se reproduzem. E ainda por cima, é possível que não desapareçam, mas continuem existindo em seus descendentes (assim como as pessoas não é mesmo?) ao se abrirem para a existência de novas famílias.
Pais, mães, filhos, avós, netos, tios, sobrinhos, primos... Uma só pessoa pode exercer várias funções numa só família extensa. E novos membros nascem... que alegria! E que mudança familiar! Aqueles que eram simplesmente filhos, se tornam pais. Os que eram pais, se tornam avós. Avós, bisavós. Novos afetos, novas sensações, novas mudanças. E toda a família terá que se reestruturar para lidar com tamanha novidade.
Pais, mães, filhos, avós, netos, tios, sobrinhos, primos... Uma só pessoa pode exercer várias funções numa só família extensa. E novos membros nascem... que alegria! E que mudança familiar! Aqueles que eram simplesmente filhos, se tornam pais. Os que eram pais, se tornam avós. Avós, bisavós. Novos afetos, novas sensações, novas mudanças. E toda a família terá que se reestruturar para lidar com tamanha novidade.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Pré-história de um novo ser
Fiquei pensando no porquê de não estar falando muito de minha gravidez nesse blog. Nunca tive a intenção de me expor muito, sobretudo expor uma criança que ainda nem chegou ao mundo. Resolvi escrever esse blog com a idéia inicial de pensar sobre idéias que possibilitem uma reflexão sobre a existência humana, mas tenho visto que é inevitável expor um pouco de mim. E esse momento tão sagrado e especial que é a maternidade, a história e pré-história de um ser que virá ao mundo, não pode ficar de fora dessas reflexões.
Quando será que podemos dizer que nasce a história de um filho? Será que teria um ponto de origem?
Uma coisa vejo como certa: esse ponto inicial não seria apenas a fecundação, o momento em que o espermatozóide e o óvulo se encontram. Há toda uma pré-história, e como o nome mesmo já diz, anterior a esse momento, que influenciará esse novo ser que está sendo gestado. E de repente, podemos deixar de lado o termo pré-história e usar o “história”.
Será que a história de um ser nasce no momento em que o casal se encontra e faísca aquela chama inicial que um dia se tornará um amor solidificado? Será que essa história nasce a partir do momento em que os pais ainda são crianças e começam a serem “humanizados” a partir do relacionamento que estabelecem os próprios pais?
Outra hipótese: que essa história do novo ser se encontra dentro de uma história bem maior, das duas famílias dos membros do casal, que tiveram suas vivências, alegres e sofridas, ao longo de muitas e muitas gerações? De uma história mais ampla ainda, da cultura, religião, das tradições, do país (ou países) de origem de familiares dessas famílias?
Nessa época de intenso individualismo propalado pela cultura, não podemos deixar de transmitir para as novas gerações nossa “dívida com o simbólico”, ou seja, não viemos do nada, mas temos toda uma constelação familiar (no caso duas que se uniram no casal parental), e, mais amplo que isso, uma cultura e sociedade que influenciam no modo como sonhamos, desejamos e como educaremos esse novo ser. Assim como os cortes, as rupturas, as mudanças que efetuemos quanto a nossas famílias.
Portanto, a história de uma criança também está ligada a forma como cada pai lida com sua família, como o casal se conheceu e construiu esse amor, como essa nova família foi se construindo, que desafios teve que enfrentar e que dificuldades superar. Como foi o planejamento ou não desse fruto do amor do casal, como reagiram desde a notícia do teste positivo da gravidez.
Também é importante como tem sido a gestação, o que a mãe tem sonhado, imaginado, sentido. Como o companheiro a tem apoiado – fator esse muito importante para o processo da gravidez. Muito se fala da mulher, se associa a gestação com o feminino, e é óbvio que é a mulher que está tendo toda uma transformação em seu corpo e suas emoções, mudanças essas que o homem não sente na pele. Até o nome dos cursos para os novos papais parece restringir essa responsabilidade que deve ser compartilhada desde o início: “Curso para gestante”; porque não “Curso para família grávida, para pais?”.
A felicidade do pai desde o momento que sabe da notícia da gravidez pode fazer com que a gestante desde o início sinta esse apoio que será essencial durante todo o período da gravidez e após o nascimento, e podemos dizer até durante todo o desenvolvimento da criança e de sua vida. Poder oferecer uma referência masculina, paterna à criança é fundamental em seu crescimento e amadurecimento. E é do desejo de dois que um novo ser pode nascer, algumas psicanalista que estudam bebês dizem que, na verdade, é do desejo de três que o bebê pode nascer: desejo do pai, da mãe e do próprio bebê, que já é um sujeito de desejo.
Assusta-me esse pensamento contemporâneo de que a mulher pode realizar uma “produção independente”, como se gerar um novo ser fosse produto de um mero capricho individualista, ao invés de considerar a criação de uma nova vida como capaz de ser nomeada como pertencendo a toda uma pré-história de dois seres que se uniram, se amaram e estão à espera de consolidar uma nova família. Claro que há outras situações em que há uma gestação, mas no geral creio que acontece isso que mencionei anteriormente.
Quando será que podemos dizer que nasce a história de um filho? Será que teria um ponto de origem?
Uma coisa vejo como certa: esse ponto inicial não seria apenas a fecundação, o momento em que o espermatozóide e o óvulo se encontram. Há toda uma pré-história, e como o nome mesmo já diz, anterior a esse momento, que influenciará esse novo ser que está sendo gestado. E de repente, podemos deixar de lado o termo pré-história e usar o “história”.
Será que a história de um ser nasce no momento em que o casal se encontra e faísca aquela chama inicial que um dia se tornará um amor solidificado? Será que essa história nasce a partir do momento em que os pais ainda são crianças e começam a serem “humanizados” a partir do relacionamento que estabelecem os próprios pais?
Outra hipótese: que essa história do novo ser se encontra dentro de uma história bem maior, das duas famílias dos membros do casal, que tiveram suas vivências, alegres e sofridas, ao longo de muitas e muitas gerações? De uma história mais ampla ainda, da cultura, religião, das tradições, do país (ou países) de origem de familiares dessas famílias?
Nessa época de intenso individualismo propalado pela cultura, não podemos deixar de transmitir para as novas gerações nossa “dívida com o simbólico”, ou seja, não viemos do nada, mas temos toda uma constelação familiar (no caso duas que se uniram no casal parental), e, mais amplo que isso, uma cultura e sociedade que influenciam no modo como sonhamos, desejamos e como educaremos esse novo ser. Assim como os cortes, as rupturas, as mudanças que efetuemos quanto a nossas famílias.
Portanto, a história de uma criança também está ligada a forma como cada pai lida com sua família, como o casal se conheceu e construiu esse amor, como essa nova família foi se construindo, que desafios teve que enfrentar e que dificuldades superar. Como foi o planejamento ou não desse fruto do amor do casal, como reagiram desde a notícia do teste positivo da gravidez.
Também é importante como tem sido a gestação, o que a mãe tem sonhado, imaginado, sentido. Como o companheiro a tem apoiado – fator esse muito importante para o processo da gravidez. Muito se fala da mulher, se associa a gestação com o feminino, e é óbvio que é a mulher que está tendo toda uma transformação em seu corpo e suas emoções, mudanças essas que o homem não sente na pele. Até o nome dos cursos para os novos papais parece restringir essa responsabilidade que deve ser compartilhada desde o início: “Curso para gestante”; porque não “Curso para família grávida, para pais?”.
A felicidade do pai desde o momento que sabe da notícia da gravidez pode fazer com que a gestante desde o início sinta esse apoio que será essencial durante todo o período da gravidez e após o nascimento, e podemos dizer até durante todo o desenvolvimento da criança e de sua vida. Poder oferecer uma referência masculina, paterna à criança é fundamental em seu crescimento e amadurecimento. E é do desejo de dois que um novo ser pode nascer, algumas psicanalista que estudam bebês dizem que, na verdade, é do desejo de três que o bebê pode nascer: desejo do pai, da mãe e do próprio bebê, que já é um sujeito de desejo.
Assusta-me esse pensamento contemporâneo de que a mulher pode realizar uma “produção independente”, como se gerar um novo ser fosse produto de um mero capricho individualista, ao invés de considerar a criação de uma nova vida como capaz de ser nomeada como pertencendo a toda uma pré-história de dois seres que se uniram, se amaram e estão à espera de consolidar uma nova família. Claro que há outras situações em que há uma gestação, mas no geral creio que acontece isso que mencionei anteriormente.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Reencontros

Após tanto tempo ser presenciar a reunião de tantos familiares (pais, irmãos, tios, primos, avó, etc.), eu já imaginava essa possibilidade ali e esperava feliz por esse dia, além de ser uma importante ocasião especialmente para um querida prima que tem quase a minha idade.
E, de fato, todos vieram, inclusive os mais novos membros da família (até um que ainda nem nasceu...).
E como foi bom revê-los ali, juntos. Ver os novos bebês da família, ouvir os cumprimentos pela nova vida que está sendo gestada em mim.
É bebê, essa também será sua família. E você já foi sonhado não só por nós, casal de pais, mas também por eles, nossos familiares.
E a dona da festa já tinha profetizado que chegaria essa festa e este novo membro já estaria na barriga da mãe (e isso há quase um ano atrás).
Mesmo com tantas mudanças que a vida trouxe, essas pessoas continuam significativas em minha vida. Pessoas que me viram crescer e que verão crescer a vida que trago em mim.
Não nascemos do nada, não nos criamos nem nos formamos sozinhos, mas fazemos parte de toda uma história pregressa, história de pessoas que amaram, que gestaram e criaram seus filhos, que trabalharam com muito suor, que conquistaram, que sofreram, que riram, choraram, se alegraram, se entristeceram, que passaram por mudanças. Alguns se foram, outros continuam por aí, tendo outras mudanças e fazendo parte ou presenciando a mudança de outros entes queridos.
Fazemos parte de uma linhagem, todos nós possuímos uma história familiar e, a partir dela, podemos entender um pouco de nós mesmos, de nossas escolhas, entender um pouco das grandes aventuras às quais nos arriscamos no momento do agora.
sábado, 26 de junho de 2010
Amor à primeira vista?

Com o tempo, vamos vendo o quanto situações novas que surgem em nossas vidas não são tão encantadoras e apaixonantes à primeira vista, mas precisam de todo um processo de conquista, de adaptação, de tempo para o amor (tão sonhado) se consolidar.
E isso em várias situações. Podemos começar pensando num bebê que é concebido, o príncipio da vida de todos nós. O casal de pais, logo que recebe a notícia da gravidez, pode se assustar bastante e ficar cheio de insegurança, mesmo sabendo e desejando conscientemente essa possibilidade. Mas calma! Com o tempo, vai se elaborando essa grande novidade, e o casal pode ir se encantando e se apaixonando por aquele ser que vai sendo tecido aos poucos no ventre materno pelo milagre da vida, e aos poucos, aquele amor vai aumentando e contribuindo para a arte da vida, para a tecitura do organismo e dos afetos daquele novo ser.
E o bebê nasce e o amor não é tão à primeira vista, pois a princípio ele é um estranho que chega em casa, cheio de demandas diferentes que altera toda a rotina da família, a vida do casal, a vida familiar. E um novo relacionamento terá que ser construído, um grande amor será formado. Haverá uma ação e uma reação (e ações e reações) dos membros dessa relação: mãe e bebê, pai e bebê, pais e bebê, familiares e bebê. E aos poucos, aquele amor irá crescendo, se expandindo, se fortalece o encantamento de um pelo outro. E é dessa conquista inicial que todos nós nascemos enquanto humanos, enquanto sujeitos.
Bem antes do surgimento desse novo ser, acontecia o princípio do relacionamento dos pais, enquanto homem e mulher. Pode ter havido um interesse e atração imediatos, contudo, o amor firme, construído, só veio com o tempo, com a convivência, com a descoberta das afinidades, das diferenças que acrescentam, das admirações, da tolerância com a diversidade que contém o outro ser. E é um processo contínuo, constante de amor que vai amadurecendo, superando barreiras e crises, se fortalecendo, se tornando um amor mais sólido, mais seguro e mais belo do que aquele sentimento que emergiu no primeiro encontro inicial. É o "amor mingau de aveia", que vai sendo mexido aos poucos e constantemente para não desandar. (esse termo aparece no livro "We -A Chave da Psicologia do Amor Romântico", da coleção que inclui "He - A Chave do Entendimento da Psicologia Masculina", "She - A Chave do Entendimento da Psicologia Feminina").
E em amizades podemos vislumbrar isso também. De um conhecimento inicial que travamos com várias pessoas, apenas algumas despertam um toque inicial de afinidade que aos poucos vai se solidificando, se tornando amizade, participando de momentos da vida em comum, eventos de tristeza, de vitória, de batalha, relatos compartilhados das versões que construímos para o enredo de nossas vidas. A amizade também não é tão à primeira vista, vai se revelando aos poucos, se abrindo como uma rosa que vai desabrochando e exalando agradável aroma.
Nas atividades que desenvolvemos na área profissional, também vemos que no início, não há aquele amor todo. Há um estranhamento no começo, um “como será que vai ser?”, “será que vou dar conta?”, num ambiente inicialmente desconhecido que demanda novos desafios e que traz novas pessoas ao convívio. E após a ansiedade inicial, não é que aos poucos vamos caindo nas rédeas do amor pela nossa ocupação naquele determinado lugar, vamos assumindo aquilo com coração, vamos aprendendo a lidar com as novas situações que surgem, com as novas demandas, vamos nos sentindo mais seguros para vivenciar essa nova história de amor que também é nossa vida profissional (naquele determinado momento assim como em outros)? Momento em que podemos inscrever nossa particularidade no laço social, servir às pessoas com nossos dons e habilidades e aprender que o crescimento profissional também é contínuo, e que esse amor vai longe em nossa história de vida.
Com tudo isso, percebemos que não tem jeito: o amor pela mudança não é à primeira vista. Primeiro, vem a dor, o desconforto, o medo do desconhecido, a insegurança – tudo isso desde que nos aventuramos a aprender a andar, quando algumas vezes acabamos por cair, mas persistimos. Persistência é fundamental para experenciar histórias de amor, para se manter nas situações que não amamos tanto ainda, assim como paciência para aceitar a espera, respeitar o tempo das situações, que não é controlado por nós.
Aos poucos, num processo poético, vamos dando os passos que traçam o rumo de nossa vida, vamos alternando momentos de alegria e tristeza, perdas e ganhos; às vezes caminhamos para frente, às vezes para trás. Consolidamos alguns amores, encerramos com outros. É a história de amor mais preciosa que temos na vida: história de amor com a gente mesmo(que engloba todos os amores já citados anteriormente), com a busca de consolidar o amor pela vida, procurar vivências e experimentações benéficas que ela pode nos trazer, sabendo dos riscos, das mudanças, da necessidade de processos, do tempo, e não deixando de VIVER. Que venham os amores não tão à primeira vista...E que saibamos ter persistência e paciência para aceitar o tempo de espera...
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Relações Familiares e Mudanças


Família. Todos nós nos constituímos no seio familiar. Quem somos, nossa personalidade, nossas escolhas, nossas fantasias, tudo isso parte do que vivenciamos em nossa família de origem, o que não significa que se limite a essas nossas vivências familiares iniciais. Podemos fazer parecido ou diferente que nossa família, mas muitas vezes o modelo (o que queremos ser também) ou anti-modelo (o que não queremos repetir da nossa história familiar) se convergem na mesma referência: nossa família.
Lacan dizia: "É da separação que surge o sujeito. É da separação que surge a vida." Para nascer, temos que nos separar da proteção que antes tínhamos no ventre materno. E quanto mais crescemos, mas sentimos necessidade desses momentos de diferenciação de nossa família, enquanto em outros precisamos beber de sua fontes de aconchego e proteção.
Afastamentos e aproximações. Podemos perceber que esse movimento constante pode estar guiando nossas relações familiares: o sair e o retornar ao seio familiar. Ora nos mantemos em estreita relação com nossa família, ora saímos e vemos outras formas de ser no mundo, outras possiblidades, outros modos de agir para além do modo de nossa família. Então, percebemos que o mundo é bem maior que o mundo familiar que vivenciamos. E que podemos escolher novos caminhos.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Mudança e Continuidade
Apesar de cada dia estarmos mudando um pouco, podemos perceber que a continuidade nos acalenta.
E podemos pensar que mudança não implica em falta de continuidade, mas talvez em ressignificação.
Como é bom ver que apesar de tantas rupturas, cortes, mudanças, transformações, ainda continuamos as mesmas pessoas....talvez não a mesma, mas a mesma... Queda de ilusões, mudanças de paradigmas, coragem de assumir os desejos e bancar as escolhas e suas respectivas consequências...
E podemos pensar que mudança não implica em falta de continuidade, mas talvez em ressignificação.
Como é bom ver que apesar de tantas rupturas, cortes, mudanças, transformações, ainda continuamos as mesmas pessoas....talvez não a mesma, mas a mesma... Queda de ilusões, mudanças de paradigmas, coragem de assumir os desejos e bancar as escolhas e suas respectivas consequências...
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Amor e Mudança
Desde que nascemos, mudamos. Até antes. Da união de um homem e mulher, ocorre a concepção de nosso ser e desde esse momento, mudamos. E mudamos para nos desenvolver, crescer, nascer.
Nascemos e com nosso nascimento trazemos mudanças à família que adentramos. Vamos construindo uma relação de amor com nossos pais, irmãos, familiares, que nos protegem do mundo, nos educam, vibram com nossas mudanças (e podem temer por elas também), conquistas de falar, andar, brincar, entrar na escola...
E esse amor da nossa família transforma aquele "bolinho de carne" inicial em um sujeito humanizado, que cada vez mais expressa seus desejos, vontades, sentimentos, temores. Logo, a partir do amor de outras pessoas nos tornamos humanos, e ao longo de toda a vida, vamos em busca desse sentimento.
Entramos na escola, descobrimos o amor fraternal, o carinho pela professora. Com pais e educadores da escola vamos aprendendo que limite também é sinal de amor - apesar de testá-los e fazermos birras de vez em quando. Desde cedo, vamos vendo que o amor também implica em frustração, em renúncia, em adiamento. O amor também diz não, ou agora não.
Crescendo mais um pouco, sobretudo na adolescência e início da vida jovem, descobrimos o amor dos amigos. A alegria de compartilhar, de dividir conquistas e dores, crescer junto, falar bobagens ou até mesmo refletir sobre a existência.
Nascemos e com nosso nascimento trazemos mudanças à família que adentramos. Vamos construindo uma relação de amor com nossos pais, irmãos, familiares, que nos protegem do mundo, nos educam, vibram com nossas mudanças (e podem temer por elas também), conquistas de falar, andar, brincar, entrar na escola...
E esse amor da nossa família transforma aquele "bolinho de carne" inicial em um sujeito humanizado, que cada vez mais expressa seus desejos, vontades, sentimentos, temores. Logo, a partir do amor de outras pessoas nos tornamos humanos, e ao longo de toda a vida, vamos em busca desse sentimento.
Entramos na escola, descobrimos o amor fraternal, o carinho pela professora. Com pais e educadores da escola vamos aprendendo que limite também é sinal de amor - apesar de testá-los e fazermos birras de vez em quando. Desde cedo, vamos vendo que o amor também implica em frustração, em renúncia, em adiamento. O amor também diz não, ou agora não.
Crescendo mais um pouco, sobretudo na adolescência e início da vida jovem, descobrimos o amor dos amigos. A alegria de compartilhar, de dividir conquistas e dores, crescer junto, falar bobagens ou até mesmo refletir sobre a existência.
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