Tem hora que as coisas estão bagunçadas... e temos que dar uma arrumada nos papéis, livros, lembranças. Mudar pequenos pedaços de objetos que gritam por todos os lados a pessoa que já fomos, que tentamos ser ou que éramos diante do sonho do futuro.
" Não são as perdas, nem as quedas que podem fazer fracassar nossa vida, senão a falta de coragem para levantar-nos e seguir adiante. "
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O Silêncio diante do Real: a Partida e a Chegada

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.” (Fernando Pessoa)
Fiquei um tempo sem escrever. Mudanças aconteceram, me emudeceram, me fizeram silenciar para que em algum momento eu pudesse voltar a falar.
Tive que dizer adeus a algo que me era muito precioso. Contudo, já era hora de partir. Tudo tem seu fim. Mas não deixa de doer. Ainda sinto as mudanças e me dá uma nostalgia, como se fosse uma perda. Talvez seja mesmo, afinal de contas, como tanto repito, toda escolha implica em perda. O fim de um ciclo, uma etapa que termina, o conhecido e familiar que se vai para que um novo caminho possa adentrar em cena.
E o que vinha, veio e se foi. Mal cheguei, e já fui. E uma (mais uma!)nova situação se fez presente. Acabei de partir, e agora chego num novo lugar. Novas pessoas, novas possibilidades se abrem, novos planos, projetos e sonhos. E o principal é viver o agora, é batalhar, dar o melhor de si e ver que frutos serão colhidos com o passar do tempo.
Há situações que não se encaixam mais. E temos que ir em busca de novos caminhos mesmo. E então novos caminhos aparecem no novo mapa que traçamos para nós. E como é difícil aceitar que não temos tanto o controle das situações de nossas vidas. Que o imprevisível pode vir a qualquer hora e nos fazer enxergar rumos inesperados. E nos afetamos tanto! Quando vamos aprender a não nos afetar tão grandemente assim? Talvez tenhamos que aprender a ser humildes, de fato, e ver que a liberdade é encaixar nosso desejo na brecha que o universo nos permite. Não estamos tão sós, não estamos desconectados, mas fazemos parte de um todo bem maior que nós e temos que estar atentos para aprender nessa escola chamada vida.
Afinal, tudo que chega, chega sempre por alguma razão. Já dizia o grande poeta.
segunda-feira, 15 de março de 2010
A Liberdade de Voar


Fernão Capelo Gaivota. Um livro que li na minha adolescência e que me marcou . E nesse último fim-de-semana, eu vi filme. E li de novo o livro, que – como quase sempre – é melhor que o filme. E recomendo ambos.
A história é sobre uma gaivota que quer ter uma vida diferente de outras gaivotas de seu bando, que não se contenta em brigar por restos de comida, voar baixo; o que Fernão anseia é cada vez mais se aperfeiçoar no vôo, experimentar a liberdade, não se limitar ao já conhecido.
É, na verdade, uma história sobre todos nós, na busca de superar nossas limitações, de ir além, de escrever uma história diferente de outras pessoas, uma história única, singular, escolhida por nós mesmos.
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