Famílias são como pessoas (afinal, famílias são feitas de pessoas!). Nascem, crescem, se reproduzem. E ainda por cima, é possível que não desapareçam, mas continuem existindo em seus descendentes (assim como as pessoas não é mesmo?) ao se abrirem para a existência de novas famílias.
Pais, mães, filhos, avós, netos, tios, sobrinhos, primos... Uma só pessoa pode exercer várias funções numa só família extensa. E novos membros nascem... que alegria! E que mudança familiar! Aqueles que eram simplesmente filhos, se tornam pais. Os que eram pais, se tornam avós. Avós, bisavós. Novos afetos, novas sensações, novas mudanças. E toda a família terá que se reestruturar para lidar com tamanha novidade.
" Não são as perdas, nem as quedas que podem fazer fracassar nossa vida, senão a falta de coragem para levantar-nos e seguir adiante. "
sexta-feira, 15 de julho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
A Mudança da ESCOLHA de Amar Alguém
"Tornar o amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém..." (Nando Reis)
Dia dos Namorados. Relação amorosa. Homem e mulher. Viver uma história de amor implica em profundas mudanças. Será que estamos dispostos a isso?
Viver sonhando em encontrar um amor é bem mais fácil do que estar aberto a vivenciar todo o processo de achar o amor e permanecer com ele (se essa for a escolha). Contudo,apenas sonhar com o amor não é tão fascinante quanto experenciar o encontro com outra pessoa e escrever uma história amor. Escolher amar alguém é uma grande mudança e porque não dizer, um grande desafio.
Uma história de amor não implica em um "mar de rosas", em uma vida de "conto de fadas". Amar alguém implica em escolhas, crises, implica em se deparar com um estranhamento diante de um modo de ser diferente do seu, diante de outra visão de mundo, com outras diferenças inerentes à diferença entre os sexos, à diferença de criação que cada um recebeu, à diferença de experiências que cada um vivenciou antes de se conhecerem. Amar alguém implica em respeitar a diferença que há no outro, o que pode parecer fácil à primeira vista, mas não é. O diferente nos inquieta, nos desafia, nos impulsiona para o novo, para a mudança. E isso dá medo.
Amar alguém implica em pequenas mortes quanto à nossa maneira de ser, já que amar alguém está inexoravelmente ligado a mudar quem somos pelo simples fato de sair de nós e amar. Aprender a tolerar diferenças, a estar disposto a negociar mudanças, de ambos os lados. Aprender a superar crises, a ter que fazer novas escolhas: escolher novamente ou não aquela pessoa (pessoa que, como você, já não é a mesma, que já passou por muitas mudanças)?
Dia dos Namorados. Relação amorosa. Homem e mulher. Viver uma história de amor implica em profundas mudanças. Será que estamos dispostos a isso?
Viver sonhando em encontrar um amor é bem mais fácil do que estar aberto a vivenciar todo o processo de achar o amor e permanecer com ele (se essa for a escolha). Contudo,apenas sonhar com o amor não é tão fascinante quanto experenciar o encontro com outra pessoa e escrever uma história amor. Escolher amar alguém é uma grande mudança e porque não dizer, um grande desafio.
Uma história de amor não implica em um "mar de rosas", em uma vida de "conto de fadas". Amar alguém implica em escolhas, crises, implica em se deparar com um estranhamento diante de um modo de ser diferente do seu, diante de outra visão de mundo, com outras diferenças inerentes à diferença entre os sexos, à diferença de criação que cada um recebeu, à diferença de experiências que cada um vivenciou antes de se conhecerem. Amar alguém implica em respeitar a diferença que há no outro, o que pode parecer fácil à primeira vista, mas não é. O diferente nos inquieta, nos desafia, nos impulsiona para o novo, para a mudança. E isso dá medo.
Amar alguém implica em pequenas mortes quanto à nossa maneira de ser, já que amar alguém está inexoravelmente ligado a mudar quem somos pelo simples fato de sair de nós e amar. Aprender a tolerar diferenças, a estar disposto a negociar mudanças, de ambos os lados. Aprender a superar crises, a ter que fazer novas escolhas: escolher novamente ou não aquela pessoa (pessoa que, como você, já não é a mesma, que já passou por muitas mudanças)?
sexta-feira, 27 de maio de 2011
A Mudança do Parto: Dor e Poesia
Parir um filho é um dos momentos mais emocionantes da vida de uma mulher. Uma gigantesca mudança. Começa-se o trabalho de parto como gestante, carregando a promessa de uma vida. Termina-se com a consagração da promessa: um filho em seus braços, vida que pulsa sem cessar, repleta de uma grandiosa força.
Tenho pensado que quanto mais buscamos vivências com consciência, com mais qualidade experenciamos o mundo, mais nos sentimos integrados a um todo e capazes de nos vincular ao outro, de nos relacionar, assim como de descobrir nosso interior.
E porque com o parto seria diferente?
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Nada será como antes
Após uma gestação tranqüila, a conquista de um parto normal... e chega o bebê tão esperado! E nos damos conta que ele nos é familiar, mas também nos é estranho.
Familiar, porque já o sentíamos com alegria em nosso ventre, já estávamos à espera de um novo membro familiar. Estranho porque um novo tipo de relação será construída, agora aqui fora, de uma forma totalmente diferente, relação nova tanto para o bebê, para a mãe, para o pai, o conhecimento e a magia virão aos poucos, suavemente, como se uma dança precisasse ser aprendida, em que os passos iniciais serão os mais difíceis. "Será que vou dar conta? Será que tenho talento para isso?" - um encontro sem volta com nossa vulnerabilidade e força ao mesmo tempo.
Uma nova fase se inicia, uma mudança gigantesca, anunciando que nada será como antes. Será que ter um filho nos torna adultos de fato, por ter tamanha responsabilidade de educar um ser humano para a vida? Podemos refletir que ter um filho nos faz rever todas as nossas prioridades, as relações que construímos com outras pessoas (como as relações familiares), a relação conosco mesmo, enfim, a relação com a vida.
Familiar, porque já o sentíamos com alegria em nosso ventre, já estávamos à espera de um novo membro familiar. Estranho porque um novo tipo de relação será construída, agora aqui fora, de uma forma totalmente diferente, relação nova tanto para o bebê, para a mãe, para o pai, o conhecimento e a magia virão aos poucos, suavemente, como se uma dança precisasse ser aprendida, em que os passos iniciais serão os mais difíceis. "Será que vou dar conta? Será que tenho talento para isso?" - um encontro sem volta com nossa vulnerabilidade e força ao mesmo tempo.
Uma nova fase se inicia, uma mudança gigantesca, anunciando que nada será como antes. Será que ter um filho nos torna adultos de fato, por ter tamanha responsabilidade de educar um ser humano para a vida? Podemos refletir que ter um filho nos faz rever todas as nossas prioridades, as relações que construímos com outras pessoas (como as relações familiares), a relação conosco mesmo, enfim, a relação com a vida.
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sexta-feira, 25 de março de 2011
Natureza e Mudança
O inventor da Psicanálise, Freud, já dizia que uma das causas do sofrimento humano se dá quando as forças da Natureza se voltam contra nós. Todos os anos vemos exemplos disso no nosso país e no mundo. E neste ano, vimos os desastres com as enchentes em diferentes partes do Brasil e o terremoto forte que abalou o Japão com os consequentes tsunami e acidente nuclear.
Penso que é importante lembrarmos também que as forças da Natureza se voltam a favor de nós. Na verdade, podemos pensar que isso de "contra" ou "a favor" diz sobre o nosso ponto de vista, já que as forças da natureza apenas são, apenas agem.
A Natureza tem sua força imponente. Quando, na nossa história de vida, percebemos esse fato? Lembro que quando eu era criança bem pequena, temia o mar. Contudo, logo depois me apaixonei e desenvolvi uma forte ligação com o mar - elemento que traduz bem a magnitude e a beleza da Natureza. Diante de tamanha grandeza, só nos resta contemplar em silêncio, respeitar, nos entregar à nossa pequenez diante de tamanha infinitude.
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